José Mourinho o treinador
Português actualmente ao serviço do Inter de Milão,reforçou o efectivo de segurança privada na
actual casa em que reside, situada no lago de Como em Milão, depois de as
autoridades transalpinas, terem detido quatro indivíduos e descoberto planos,
com registosacerca das rotinas diárias de toda a família.
O treinador do Inter de Milão, e quatro jogadores do Atalanta estavam a ser
vigiados por um gangue macedónio ligado ao crime organizado italiano. Os quatro
indivíduos foram detidos pela polícia de Génova, que apreendeu também
documentos, em que constavam informações sobre a vida do técnico português,
endereço e fotografias, bem como informação sobre a acasa onde habita com a
família.
Mourinho já reforçou
a segurança privada na casa. O treinador português reuniu-se com a polícia
italiana e equaciona mesmo mudar de residência. Os quatro detidos
foram Mirjana Nikollovska, de 46 anos, Bruno Bentivoglio, de 44, Zoran
Bentivoglio, de 20, e Luca Radosavljevic, de 30. Recorde-se que no
ano passado Mourinho recebeu ameaças de morte pelos seus comentários a
propósito do Ramadão.
Já quando o FC Porto
ganhou a Liga dos Campeões, em 2004, Mourinho também foi ameaçado e, por isso,
não festejou com a equipa a conquista do troféu. "Não escondo que se
passaram coisas à minha volta e da minha família. Foram as duas semanas mais
difíceis da minha vida, que me obrigaram a fazer mudanças na vida privada,
fruto da pressão da saída. Daí que, no final do jogo, queria sobretudo estar
com a minha família, com a minha mulher e com os meus filhos, que são
fantásticos e, para mim, são o mais importante", justificou, nessa altura,
o treinador português.
O MERCADO ILEGAL DE
SEGURANÇA PRIVADA, ESTA A TRANSFORMAR-SE NUM “BARRIL DE POLVORA” DENUNCIA A
ANSP - ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE AGENTES DE SEGURANÇA PRIVADA.
Para a ANASP –
Associação Nacional de Agentes de Segurança Privada, o mercado ilegal de
segurança privada, que graça na chamada “segurança da noite” é nesta altura um
verdadeiro “barril de pólvora” que poderá desencadear uma onda de violência
generalizada pelo país inteiro, muita à semelhança do que recentemente se
passou na cidade do Porto.
A ANASP tem fortes
suspeitas de que Ganges organizados estarão a adquirir de forma ilegal cartões
profissionais para o desempenho da actividade de Segurança a estabelecimentos
de diversão nocturna. A falta de critérios de recrutamento e selecção, aliados
ao facto da formação dos profissionais do sector se ter transformado num
produto comercial, tem-se revelado catastrófica.
Um pouco por todo no
país, há empresas de formação que vendem simplesmente cartões profissionais
para o desempenho da actividade de Segurança Privada, a anarquia esta instalada
e indivíduos sem ocupação profissional e com ligações obscuras, aproveitam a situação
para “ganharem algum dinheiro” como seguranças da noite.
É necessária uma
intervenção urgente, não só ao nível da fiscalização, mas principalmente no que
respeita a regulamentação deste sector.
Para além de
critérios de recrutamento e selecção, de uma formação transparente e rigorosa e
de uma carreira profissional, é necessária a implementação de um sistema que
evite que um profissional de cometeu graves irregularidades como (furtos,
burlas etc…) no seio de uma determinada empresa, seja despedido e vá de
imediato trabalhar para outra como que se nada se tivesse passado.
A realidade é que se
de facto há empresas que funcionam à margem da lei, há igualmente largas
centenas se não milhares de profissionais no sector que nunca para cá deveriam
ter vindo.
O presidente do
Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo não esconde
que a apreensão de uma tonelada e meia de explosivos em Óbidos surpreende até
quem já estava à espera que a ETA tivesse uma base em Portugal.
Trata-se de
uma «grande base» que dá para fabricar uma «centena de bombas» e
desencadear «acções violentas durante muito tempo», sublinhou José Manuel Anes,
frisando que não devem estar apenas duas pessoas envolvidas com o material
encontrado naquela casa.
«Isto é das maiores
bases encontradas nos últimos tempos», frisou, destacando que a casa de Óbidos
não se tratava apenas de uma base «transitória».
José Manuel Anes
considera que se foi fácil à ETA ter um arsenal com tonelada e meia de
explosivos em Portugal, a partir de agora vai ser difícil fazer igual.
Também ouvido este
sábado pela TSF, Albino Machado Pires, um português vítima de um atentado da
ETA em 1996, mostrou estar preocupado com a descoberta portuguesa, mas não
surpreendido.
Este português que
vive no País Basco disse que as autoridades bascas e espanholas estão
preocupadas com esta descoberta e defendeu que a policia portuguesa vai
ter de reforçar a vigilância.
Em pouco mais de
três meses, o Governo de José Sócrates já recrutou quase um milhar de pessoas
só para os gabinetes ministeriais. E o número ainda vai aumentar, revela hoje o
“Público”, concluindo que os números de Sócrates superam os de Santana Lopes e Durão
Barroso.
O segundo Governo de
José Sócrates já nomeou 1361 pessoas desde que assumiu funções no final de
Outubro, sendo que para os gabinetes ministeriais já foram recrutadas 997
pessoas, 323 sem qualquer vínculo à Administração Pública.
As conclusões
resultam de uma pesquisa efectuada pelo “Público” no Diário da República até à
edição de sexta-feira. Os dados revelam que o Governo de José Sócrates já
nomeou mais pessoas do que os de Santana Lopes e Durão Barroso. Após cinco
meses em funções, o Governo de Durão Barroso tinha efectuado 1260 nomeações,
das quais 940 para os gabinetes (250 sem vínculo à Administração Pública).
O balanço de dois
meses e meio em funções do Governo de Santana Lopes (com 19 ministros e 37
secretários de Estado) permitiu concluir que tinha sido nomeado um total de
1034 pessoas, 946 das quais para os gabinetes (288 sem qualquer vínculo à AP),
refere o “Público”.
Em igual período em
funções, o primeiro executivo de José Sócrates (com 16 ministros e 37
secretários de Estado) tinha nomeado um total de 1094 pessoas, 866 das quais só
para os gabinetes. Apesar de bater os seus antecessores, o segundo executivo de
José Sócrates está, ainda assim, aquém das 5597 pessoas que o Governo de
António Guterres nomeou entre Outubro de 1995 e Junho de 1999.
"Achamos
que a segurança privada "com regras muito apertadas" deveriam andar armados"
Se não fosse o associativismo
dentro da GNR, muitos casos bizarros e atropelos constantes ao ser humano, seriam
praticados dentro da instituição, na pessoa dos seus militares.
Presidente da Associação Socioprofissional
Independente da Guarda Nacional Republicana
ASPIG -
Historial da Associação.
Esta
associação surgiu há cerca de 6 anos, todos os elementos (cerca de 42) eram
oriundos da APG e viram uma necessidade imperiosa de fazer uma Associação
Independente de qualquer partido politico e sem apoio de ninguém formaram a
ASPIG. O 1º Presidente era do Regimento de Infantaria (António Bernardino).
Todos nós fomos alvos de processos levantados pelo presidente da outra
associação, com o qual não nos revíamos politicamente, porque entendemos que no
associativismo a política deve ficar de fora.
Depois
foi um caminhar difícil a nível financeiro e ainda por cima somos todos
os dirigentes oriundos e residentes na província. Estando longe de Lisboa e do
poder é mais complicado. Foi a frontalidade e o resolver dos problemas de cada
um, muitas vezes intervindo junto do Comando e apelando à boa convivência e
intercâmbio de ideias. Assim ,temos indo cimentando a Associação. De referir de
que eu sou o militar da GNR mais punido por defender os meus camaradas e isso
para mim não são (porradas) mas sim LOUVORES. Cada vez as pessoas confiam mais
em nós e as responsabilidades acrescem. Somos contra a corrupção e isso tem-nos
trazido dissabores, sempre com a GNR em primeiro lugar e PORTUGAL. (Cont. )
Comerciantese moradores do centro da Maia sentem-se
desesperados perante a onda de assaltos e já se mobilizam no sentido de
contratar segurança privada, para se sentirem mais seguros. Dizem que
actualmente somente tem um carro-patrulha da PSP para uma área com cerca de 50
mil pessoas
Fartos de assaltos,
comerciantes e moradores do centro da Maia querem contratar segurança privada
para travar a onda de criminalidade naquela zona. A Associação dos
Profissionais de Polícia diz que faltam agentes e só há um carro-patrulha a
circular na cidade.
É quase impossível
encontrar um edifício na Urbanização dos Altos, na Rua de Adelino Amaro da
Costa, cujas garagens não tenham sido assaltadas. Em quase todos os prédios um
ou mais moradores já viram os seus carros vandalizados ou assaltados e poucos
sãos os estabelecimentos comerciais da zona que escaparam à vaga de
criminalidade. Paulo Rodrigues, dirigente da Associação Sindical dos
Profissionais da Polícia, explicou que a esquadra da Maia precisa de mais
agentes. Actualmente, para uma população de 50 mil pessoas só há um
carro-patrulha a circular em cada turno.
"Vamos tentar
juntar os condomínios dos prédios e os comerciantes para decidirmos qual a
melhor solução. Ou contratar um guarda-nocturno ou um vigilante. Ainda não está
nada definido, mas é certo que temos de fazer alguma coisa", afirmou Luís
Martins, morador, a quem, na semana passada, furtaram duas rodas do automóvel e
partiram um vidro.
"Encontrei o
carro assente num pneu sobresselente e numa toalha de praia. E ainda me
deixaram ficar um macaco. No meu prédio, já assaltaram a garagem e três
apartamentos. Entraram nas habitações de noite, com as pessoas a dormir! Só não
conseguiram levar nada num das casas porque o alarme começou a tocar",
recordou, ao JN, o residente.
No final de 2008 e
no decorrer de 2009 assistimos a uma crise económica mundial. Portugal não
ficou imune a essa realidade.
Porém, alguns
sectores de actividade não sofreram muito com a crise, antes pelo contrário. Um
deles, foi o da segurança privada.
Apesar de algumas
clientes empresariais terem reduzido os seus orçamentos nessa rubrica, a
sensação de insegurança no seio da população, por um aumento da criminalidade
contra o património, abriu esse mercado aos particulares.
A maioria das
empresas de segurança privada portuguesas, souberam aproveitar este novo alvo e
exploraram-no ao máximo. Nem sempre bem na perspectiva da segurança, algumas
das empresas – seguindo a boa maneira portuguesa – lá venderam “gato por
lebre”.
Mas no fundo, este
sector de actividade foi e ainda é, sem margem de dúvida, um sector emergente. Talvez por isso e
por outros mercados estarem muito instáveis e com rendimentos abaixo do
expectável, estejamos a assistir a um interesse desmedido dos investidores no
sector da segurança privada.
A prova disso é a
aquisição em massa, por parte de organizações de investidores, de empresas de
segurança privada. Algumas delas, até há pouco tempo, identificadas com alguns
problemas de liquidez e de alguma forma incapazes de manter em dia os seus compromissos
mais básicos.
Porquê este
interesse? A nossa opinião é que se trata apenas de um aspecto estritamente
económico e nada mais. Nesse pressuposto, duvidamos que as empresas, agora
adquiridas venham a ter alguma contribuição para a credibilização do sector!
Todavia, a segurança
privada não pode ser tratada apenas na óptica do “lucro fácil e rápido”.
Se por um lado a
falência das empresas envolvidas neste negócio levaria a algum desemprego no
sector, por outro, tem de existir uma certa atenção a que muitos dos Agentes de
Segurança Privada abrangidos por esta convergência, vêem nesta mudança a
oportunidade de serem tratados com mais dignidade do que até aqui.
A perseguição do
objectivo “lucro pelo lucro”, sustentada na “velha economia” e “nas novas
tecnologias” cujos resultados foram os que sabemos, deverá servir de exemplo
para corrigir erros, agora que os altos investidores apostam na segurança
privada e na saúde.