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Terça, 24 Janeiro 2012 10:30 |
A propósito do artigo que publicamos na passada terça feira sob o título "SEGURANÇA A SALDO EM CONCURSO DO INATEL" chegou-nos agora a informação de que a FIR, empresa que inicialmente foi declarada pelo juri, como vencedora do concurso em causa, com um valor de cerca de 20% abaixo do preço de custo do próprio serviço, desistia por alegado erro no calculo do preço global.
No relatório final do JURI, que agora chegou ao nosso conhecimento, insere-se parte de uma carta da empresa vencedora (a FIR), "enviada via plataforma electrónica a 16/01/12", a solicitando a retirada da sua proposta, por "erro de cálculo aquando da elaboração da proposta, onde se diz que o valor apresentado não incluia os custos relacionados com o vigilante afecto ao serviço do posto de vigilância da recepção das 00h00 às 08h00 todos os dias do ano".
Convenhamos que se trata de uma retirada estratégica, que muito provavelmente terá outro tipo de compensações, entretanto depois deste episódio, foi declarada vencedora do concurso a não menos "conhecida" PREVICOL II.
Já agora e só para terminar, deixamos uma recomendação ao juri do INATEL, de futuro, não se esqueçam de "DATAR" os relatórios finais.
AnaOfir Vigilante S.P. Share
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Segunda, 23 Janeiro 2012 10:22 |
O anuncio que que a seguir transcrevemos e que alguém publicou no fórum da ANASP, deve remeter-nos para uma profunda reflexão sobre o Uso e Porte de alma pelo pessoal de Segurança Privada, quando em serviço!
"Recrutam-se 2 vigilantes para concept caffe/art gallery
Requisitos: Cartão MAI Licença de uso e porte de arma
Oferece-se: Part/Time Horario das 23h as 3h Remuneração Negociável
Enviar CV (só serão aceites com foto) e cópia das respectivas licenças para:
No antecedente as licenças eram pertence das empresas uma vez que o interesse de ter ou não vigilantes armados em determinados serviços é primeiramente das empresas e era da competência destas em articulação com a DN da PSP a credenciação/formação do pessoal. Com a alteração legislativa que nos veio remeter para o regime geral, uma licença e uma arma pessoal passam a poder estar ao serviço de uma empresa, conferindo a esta muito mais que um poder discricionário sobre as mesmas.
Hora, em serviços de elevado risco naturalmente o profissional tem interesse em possuir um meios de protecção que lhe traga mais tranquilidade e segurança porém o interesse em que ele esteja armado é da entidade empregadora devendo caber a esta a atribuição dos meios necessários para o desempenho da actividade e nunca ao profissional.
A possibilidade de utilização de armas (quer se goste ou não) é algo intrínseco a quem tem por missão a protecção de pessoas e bens e esse foi um risco que o Estado correu quando entendeu partilhar com privados a gestão do crime e da violência é pois necessário que permitindo racionalmente um desempenho eficaz da missão que lhe esta atribuída o Estado garanta ao sector da Segurança Privada a “força” estreitamente necessária à sua missão.
Julgo pois, ter sido um retrocesso remeter o pessoal de Segurança Privada para o regime geral, devendo a atribuição de licenças e armas aos profissionais para o desempenho da sua actividade passar sempre pela empresa e esta sim, ser a detentora das mesmas.
Contudo, como o presente caminho legislativo, abre a porta à liberalização da profissão, uma vez que todo o ónus recai sobre o Profissional as competências adquiridas mas também os meios a arma e seguros e ainda o risco agravado inerente a situações de defesa pessoal armada. Caminho que a manter-se e a bem da transparência que se impões, carece de uma ordem Profissional Liberal onde caberão os Consultores os Directores de Segurança e também os ADPP (Body Guards) por estarmos de facto diante de um novo paradigma partilhado da gestão da autoridade e desenvolvimento sustentado da segurança, evitando assim a proliferação de micro empresas insustentáveis, que apenas produzem dumping do mercado, aceitando-se nelas agentes de competência duvidosa e a potenciação da ilegalidade na prestação de serviço privado de segurança.
Ricardo Vieira Presidente/ANASP Share
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Sábado, 21 Janeiro 2012 10:20 |
Os agentes da Policia deverão passar a receber 39 euros por quatro horas de gratificados, mais 10 euros do que recebem actualmente, mas sofrerão uma redução especial de 15%, no serviço prestado em eventos desportivos,
O projecto de diploma que regula o regime de prestação e pagamento dos serviços especiais remunerados solicitados por entidades públicas e privadas à GNR e PSP, a que a agência Lusa teve acesso, regulamenta e simplifica os procedimentos relativos à realização e pagamento dos gratificados e actualiza os valores actualmente prestados.
O documento, que já foi entregue aos sindicatos para apreciação e que em breve será aprovado em Conselho de Ministros, avança com os valores a cobrar pelas entidades privadas e destaca que está prevista «uma redução especial» de 15 por cento para os gratificados realizados em espetáculos desportivos, que são «merecedores de um tratamento específico».
Paulo Rodrigues, presidente da ASPP, disse à agência Lusa que está ainda previsto um aumento de polícias voluntários a fazer gratificados este ano, tendo em conta as dificuldades financeiras. Share
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Sexta, 20 Janeiro 2012 12:22 |
Em nota divulgada pelo Departamento de Imprensa da ANASP, chega-nos a informação, que Ricardo Vieira, o Presidente da Associação Nacional de Agentes de Segurança Privada, vai estar em directo na RTP, a partir da cidade de Braga.
Essa presença está agendada para a próxima segunda-feira (23 de janeiro), no programa Portugal em Directo e também no Portugal Hoje, a partir das 16 horas.
Os temas a abordar, serão obviamente a segurança privada e a criminalidade em Portugal.
Fonte: ANASP
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Quinta, 19 Janeiro 2012 19:47 |
O período mínimo de concessão do subsídio de desemprego vai passar de nove para cinco meses segundo as novas regras hoje aprovadas e apresentadas pelo ministro da Solidariedade e da Segurança Social, Pedro Mota Soares.
Questionado pela comunicação social, em conferência de imprensa no final do Conselho de Ministros, se o período mínimo de concessão do subsídio de desemprego foi fixado em quatro ou cinco meses, Pedro Mota Soares respondeu que foi este foi fixado em "cinco meses, 150 dias".
O ministro referiu que esta alteração foi negociada em sede de concertação social, onde esteve em cima da mesa uma proposta para que aquele período fosse fixado em quatro meses. Share
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Quarta, 18 Janeiro 2012 16:18 |
O acordo hoje assinado pelo Governo, patrões e UGT, marca o início de uma nova fase na exploração do trabalho, sob o chavão do ataque à crise, mas que na realidade é o tão sonhado retrocesso à velha exploração esclavagista, onde todos ganham menos o principal protogonista, que é o trabalhador, aquele que continua a ter de pagar a factura por inteiro, sem receber nada em troca.
Senão vejamos... aos olhos de Bruxelas o governo cumpriu o seu papel de pau mandado, o patrão até salta de contente porque ganha novo alento com mais esta oportunidade de enriquecer ainda mais depressa e a UGT, essa nem sequer percebemos onde é que vai comer, mas que come... come...
Neste acordo, é como se pode comprovar facilmente, o trabalhador foi o único que não foi tido nem achado, não esteve presente, ninguém ali o representou e no final, será o principal e único pagador, porque não teve direito, a um único benefício em troca de tanta cedência e de tudo o que lhe sacaram...
Atenção Vigilantes... porque daqui para a frente vai ser um farró:
- Os despedimentos estão facilitados. - A inadaptação, passa a ser o novo argumento para os despedimentos arbitrários e injustos. - Nos despedimentos por extinção do posto de trabalho, a empresa não é obrigada a pagar a antiguidade. - Indemnizações passam a ser mais baratas para as empresas. - O trabalhador passará a ter mais dias de trabalho e menos férias. - As Pontes ficam ao arbítrio dos patrões, que podem fecharem se assim o decidirem, mas descontam os dias ao trabalhador. - Uma falta injustificada poderá originar um corte maior no salário, implicando a perda de remuneração do dia em falta e dos dias de folga ou feriados anteriores ou posteriores. - O banco de horas foi negociado até um máximo de 200 horas anuais, mas liberta as empresas para negociar com o trabalhador individualmente um outro esquema. - A semana de trabalho passa de novo para os seis dias, sem custos adicionais para o patrão. - Os feriados, que eram pagos a 100 por cento e mais uma folga suplementar, passam a ser pagos a 50 por cento ou um dia de compensação. - O subsídio de desemprego sofre fortes reduções no valor e no tempo de atribuição. - O valor do subsídio é cortado em 10 por cento se o desemprego não conseguir colocação nos primeiros seis meses.
Esta é apenas uma parte deste famigerado acordo, "ACORDADO" entre a patronal, governo e a UGT (a central da patronal), havendo apenas uma única pergunta que temos para fazer a estes três coveiros da dignidade do trabalho em Portugal:
De tudo o que foi acordado, qual é o parágrafo que refere um único benefício compensatório para o trabalhador, em troca de todas estas cedências e do regresso à exploração e escravatura do século XIX, o que é que o trabalhador ganha, depois de tudo o que está a dar?
AnaOfir Vigilante S.P. Share
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Quarta, 18 Janeiro 2012 15:26 |
Segundo o ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, em 2011 verificou-se um novo aumento da criminalidade violenta, mas... adianta o ministro, a PSP registou uma deminuição da criminalidade geral e da criminalidade violenta e grave.
Adiantou o senhor ministro, que 80 por cento da criminalidade violenta e grave registada em 2011, ocorreu nos distritos de Lisboa, Porto, Setúbal, Faro e Braga, ressalvando que estes dados são provisórios e apenas dizem respeito à área da PSP, que atua nos centros urbanos.
Pelos vistos vive-se a mais completa normalidade no anormal mundo da criminalidade, já percebemos que ainda não será este ano, que ficaremos a conhecer os números reais dessa calamidade, que cresce a ritmo mais do que preocupante, que nos afecta a todos sem dar treguas, mas pelos vistos para o senhor ministro, a coisa está normal...
A criminalidade cresceu mas os números baixaram... é o que se pode chamar, um milagre à moda do MAI.
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AnaOfir
Fonte: Lusa
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Terça, 17 Janeiro 2012 14:21 |
CONCUSO PÚBLICO PARA AQUISIÇÃO DE SERVIÇOS DE SEGURANÇA PRIVADA NA FUNDAÇÃO INATEL
No passado dia 12 de Janeiro de 2012 às 15hoo, reuniu o Júri da referida instituição para análise e adjudicação dos serviços de segurança de uma instalação, que compreendia uma (1) Portaria TDA 24 horas + uma (1) recepcionista x 12 Horas.
O “parâmetro base era de € 78.000,00”
Apresentaram-se a concurso as seguintes empresas: Comansegur, Strong, Cops, Xilinguard, Prosegur, Asabe, Ronsegur, Previcol II, Vertical, Fir, Anersegurança, Sma, Vigiexpert, Viprese
Excluidas aquelas que não corresponderam ao solicitado no caderno de encargos, foram admitidas ao concurso, as seguintes com os respectivos valores:
Ronsegur = 77.300.16 Previcol II= 75.343.30 Vertical = 77.843.55 Fir = 64.913.76 € (Adjudicado por ser o preço mais baixo) Anersegurança = 76.080.00 Sma= 77.988.00 Vigiexpert = 75.920.00 Viprese= 78.000.000
Atendendo ao valor de custo do serviço e após uma breve análise, facilmente se constata de que o concurso foi já lançado de forma irregular (abaixo do valor de custo do serviço), ainda assim, estas oito empresas apresentaram preços abaixo do que estava por base nos parâmetros do mesmo.
Ora vejamos, o serviço contempla uma portaria de vigilância a 24 horas mais um serviço de recepcionista de 12 horas.
O valor da adjudicação terá então sido de 64.913.76, o que dividindo por 12 meses fica 5.409.48 Eur/Mês (os dois serviços).
Imaginando na boa fé, que o tal serviço de recepcionista não é de vigilância e calculando que pelas 12h de trabalho dia a recepcionista levará 700eur de vencimento, a portaria 24h fica por 4709.48
Cada vigilante recebe 14 vencimentos de 641.93 e só trabalha 11 meses.
No mês das férias a empresa tem de pagar ao vigilante e ao seu substituto mas ainda há muito mais pormenores, que encarecem o serviço. Só foi contabilizado os vencimentos, faltam os subsídios de alimentação, os subsídios nocturnos, os 23,75 de segurança social, o fardamento, os impressos, o contacto telefónico que deve ser pelo menos diário a supervisão etc...
Se isto não é Dumping o que é então?
Recorde-se que o valor de custo calculado para uma portaria a 24h ronda os 6.000 Eur/mês.
Numa altura particularmente difícil para a economia Nacional e em que vemos e muito bem, o Estado a intervir nas grades superfícies aprendendo milhares de litros de leite que estaria a ser comercializado abaixo do valor de custo, não se entende o porquê de todas estas entidades não serem imediatamente chamadas a explicar as fórmulas mágicas que encontraram para contornar o incontornável!
Não é seguramente desta forma que vamos alavancar a economia Nacional e salvaguardar os milhares de empregos.
Ricardo Vieira Presidente da ANASP
Nota do Portal: Que se preparem os futuros cadidatos a vigilantes neste posto, para ficarem muitos meses sem salários mesmo a serem pagos por valores abaixo do CCT, sem receber nenhum dos direitos que aquele prevê (horas/Férias/Subsídios). Share
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