| A (DESIN)FORMAÇÃO DA FORMAÇÃO |
|
|
|
| Domingo, 28 Janeiro 2007 14:36 | |||
|
Recém chegada á vigilância, trazia na bagagem a ideia errada, mas já convencionada, de que na segurança privada eram ministrados cursos de formação antes de iniciar qualquer posto. Para quem já possuía vários cursos similares mas dentro doutras áreas, foi com espanto que constatei que, afinal, o dito curso de formação não passava de meros conceitos básicos teóricos, dados á pressa, por quem pouco ou nada sabe sobre o assunto, mas que leu em qualquer lado, o suficiente para, tal como o papagaio, repetir em cerca de 15 dias, tudo o que estudara.
A formação deu logo lugar à desinformação, pois eu estava tudo menos preparada para iniciar-me em segurança privada! Pior, continuava sem saber o suficiente sobre esta nova actividade. No meu primeiro serviço, rezei para que tudo corresse bem,pois a correr mal, a formação que me tinha sido dada não iria superar as necessidades imediatas a que a actvidade me iria submeter!!
E na verdade, é assim que acontece um pouco por todo o lado, onde existe vigilantes que, como eu, que apenas receberam a formação básica de 15 dias dada por pessoas sem uma verdadeira formação de base na segurança. No dia a dia destes vigilantes impera a lei do desenrrascanço, do salve-se quem puder, da experiência que faz o profissional. Mas está tudo errado...
A vigilância, pela importância que tem, pelo que envolve, pelas responsabilidades , pelos perigos que a espreitam, deveria ter uma formação específica e intensiva em várias vertentes: socorrismo, relações públicas, defesa pessoal, psicologia, entre outras. Como é que se pode exigir destes profissionais um bom desempenho com qualidade se a qualidade da formação é nula? Como é possível atribuir-se certificados de qualidade a empresas cujos profissionais têm cursos básicos tão básicos que nada aprendem?
Por outro lado, não deveriam as formações ser adequadas a cada tipo de posto de trabalho?
Já alguém pensou que mesmo com todas as limitações, ainda há vigilantes a conseguiram autênticos milagres ao desempenharem com distinção as suas funções? E se tivessem formação adequada?
A razão só pode ser a de sempre: apostar acima de tudo no baixo custo. É que de facto, promover a especialização do vigilante fica muito caro: á empresa, aos clientes e ao Estado. NÃO INTERESSA AOS HOMENS DO PODER.
Enquanto não se mudarem as mentalidades, a vigilância continuará a ser vista como uma actividade sem relevância, sem grandes necessidades de formação... Continuará a imperar a ideia de que qualquer indivíduo serve para vestir uma farda e iniciar-se na segurança privada. E quanto aos salários, poderão continuar baixos dado que não é considerada uma a profissão de "grandes exigências"!
É esta a triste imagem da vigilância em Portugal.
A Pantera
Share
|
| Apoio ao Portal da Vigilância no suporte dos custos de manutenção e navegação. |







![]() | Today | 5162 |
![]() | Yesterday | 6867 |
![]() | This week | 18001 |
![]() | Last week | 46369 |
![]() | This month | 45557 |
![]() | Last month | 218842 |
![]() | All days | 6876931 |
Comentários
Ja fui vigilante com o cartão profissional ao qual tive de entregar na empresa que rescindi em meados de 2001 por motivos de trabalho no exterior (imigração). Em virtude disto, peço a Vas exas que me informem qual os requisitos normais para obtenção de uma nova reciclagem em formação, respectivamente , visto estar a perder algumas oportunidades de emprego.
Mais informo que me encontro inscrito no centro de emprego para uma bolsa de formação co-financiada pelos mesmos para a conclusão da dita formação.
Sem outro assunto de momento, despeço-me com consideração,
PAULO OSÓRIO
Subscreva o RSS dos comentários