| Estabilidade na Segurança Privada |
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| Sábado, 10 Fevereiro 2007 16:22 | |||
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Começo hoje com uma pergunta:
Haverá estabilidade de emprego na segurança privada?
Respondo com tom imperativo: NÃO!!!
Por muito que se tente provar o contrário, sejam multinacionais ou nacionais, nenhuma empresa hoje, garante a estabilidade de emprego.
Muitos têm passado pelo fórum do portal, ansiosos por saber se esta ou aquela empresa é estável, se paga bem, se cumpre com o CCT. e claro, os defensores das multinacionais irrompem logo dizendo que as multinacionais são do mais estável que se pode ter e que essas quando deixarem de o ser (estáveis!), as outras (nacionais), já terão falido!
NADA MAIS ERRADO, meus caros colegas! Quem assim pensar incorrerá no erro de pensar que só porque conseguiu emprego nas multinacionais, já pode respirar de alívio e desatar a fazer grandes planos para a vida! Cuidado...
Em primeiro lugar há que distinguir entre estabilidade de emprego (que é o que realmente nos interessa) e solidez financeira.
O mais comum é ver-se que a maior parte dos vigilantes confundem estes dois conceitos tão distintos.
A solidez financeira é aquela que é responsável pela pronto pagamento de salários e outros compromissos financeiros.
Quando uma empresa goza de uma situação arrojada neste campo, cumpre com precisão as suas obrigações.
Por isso tanto se fala nas multinacionais que pagam ao dia 21 ou 23 de cada mês sem falhas.
A ESTABILIDADE DE EMPREGO já envolve outros factores e em nada tem a ver com a solidez financeira.
Mesmo que uma empresa seja sólida, em nenhum momento (a menos que já pertençamos ao quadro) podemos dizer que o emprego está garantido.
Isto porque a estabilidade de emprego dentro de uma determinada organização empresarial depende apenas e exclusivamente das POLÌTICAS INTERNAS de cada uma.
Se por motivos de uma crise mundial, por redução de custos, perda de clientes importantes, perda de competitividade, a administração entender que deve deslocalizar, fechar, ou despedir, ela o fará sem qualquer tipo de problema de consciência, quer sejam todos ou parte.
Os trabalhadores não passam de meros números sem nome que se jogam no lixo quando já não fazem falta. Pouco importará nessa altura se a ficha do trabalhador tiver sido excelente, imperará a questão dos custos e ele irá para o desemprego amigavelmente ou por litigioso.
Um exemplo disso é o caso bem relatado de colegas em Évora, por conta de uma multinacional... Nos depoimentos podemos constatar que afinal não há estabilidade em parte alguma... muito menos nas multinacionais. Cai assim por terra a teoria dos defensores das ditas... E é vergonhoso saber-se as artimanhas usadas para "obrigar" á desvinculação!!!
A estabilidade no emprego hoje, é uma miragem. Isto porque todas as empresas dependem da situação política, económica e financeira do país onde operam. E verdade seja dita, este país não podia andar mais de "tanga"!!! Quando assim é, os mercados assemelham-se a "areias movediças" que a qualquer momento ameaçam "engolir".
Os empresários debatem-se com uma crise que mais parece a "guerra dos cem anos", uma "história interminável", e que a falta de confiança no mercado não permite fazer grandes projecções a não ser a curto e médio prazo...
Quem acaba por sofrer com isso é claro, o trabalhador!!
Pensem nisso.
Ass:A Pantera
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