| Flexi-Insegurança na Vigilância |
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| Quinta, 05 Julho 2007 22:16 | |||
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Como é que um governo que nunca foi capaz de disciplinar, fiscalizar e
impôr o cumprimento das leis vigentes no seu próprio país, permitindo
que continuem a proliferar as piores práticas e injustiças, se arrogue
agora como o paladino dessa famigerada Flexisegurança, um conceito que
hà muito se encontra implantado em Portugal, (na Segurança Privada) mas
que pelos vistos, os actuais governantes nem sequer deram pela sua
existência.
Falamos obviamente da Flexi-Insegurança, que desde sempre foi prática corrente no sector da Segurança Privada, cujo conceito é levado ao extremo por parte da grande maioria dos seus empresários, com um continuado atropelo aos direitos dos profissionais, sem que os senhores ministros, pessoas afinal tão inteligentes e abertas a conceitos importados, tenham no mínimo, esboçado qualquer tentativa no sentido de a disciplinar, passando olimpicamente ao lado dos inúmeros alertas, dos profissionais do sector. Na Segurança Privada, todos conhecemos demasiado bem esse conceito agora elevado ao céu, pelo governo de José Socrates, sabemos exactamente do que estamos a falar, porque a vivemos no nosso dia a dia profissional. O que o senhor engenheiro pretende impôr ao país, a Flexisegurança, significa exactamente "Flexi-Insegurança", ou seja, flexibilidade e insegurança q.b. Poderíamos dar-lhes aqui, milhares de exemplos que são hoje prática corrente no sector da Vigilância, onde impera a Flexi-Insegurança, falamos da redução do poder de compra do Vigilante, com aumentos bienais rídículos, 2,5 % abaixo da inflação, salários ridículos, horas extras, de feriados, de trabalho em dia de folga não pagos, ou pagos por valores abaixo do valor hora normal, de horários concentrados que já chegam em alguns casos, às 24 Horas de turno seguido. Falamos de contratos inexistentes ou armadilhados, de precaridade, de despedimentos sem justa causa, de ameaças à integridade profissional, de mudanças de local de trabalho arbitrárias, por imposição, de práticas de serviço fora do âmbito da actividade. Falamos de atropelos aos direitos humanos, atropelos aos direitos legais, incumprimento de contratos, trabalhadores a recibo verde ou a trabalhar sem recibo. Falamos ainda da ausência de planos de formação e reciclagem periódicos, de condições de trabalho, ausência de condições técnicas para a execução do serviço, da inexistência de meios de protecção, das decisões injustas e lesivas da integridade pessoal e familiar do trabalhador do sector. Falamos de um sem fim de situações que nos levariam a estar aqui por tempo indefinido a descrever o que hà muito se verifica neste sector e que o governo pretende impôr ao País. Este é o modelo, o conceito que estes senhores apregoam, que pretendem impôr, como sendo a única saída para a crise, sem que tenham sequer, tido alguma vez a coragem de tentar perceber o sector da vigilância, porque a tê-lo feito, teriam garantidamente aprendido muito acerca das vantagens e desvantagens, sobretudo das últimas, que são de longe, em número perigosamente superiores e nefastas para a sociedade portuguesa. Aquilo a que este governo insiste em chamar de FlexiSegurança, não é mais do que uma panaceia, porque na prática, com a cultura empresarial existente neste país, está mais que provado que quanto mais frágeis e permeáveis são as leis, mais fácil é contorná-las, ou não fossemos nós bombardeados no dia a dia, com toda a espécie de vigarices, fugas à lei e atropelos aos direitos dos trabalhadores e do próprio estado, por parte dos mesmos empresários, que agora batem palmas, almoçam e jantam com o senhor engenheiro. Olhe-se para a Segurança Privada e veja-se apenas a título de exemplo, naquilo em que se tranformará este país, dois ou três anos após a implementação deste best-seller da desgraça, trazido pelo homem que ficará para sempre na história de Portugal, como o principal obreiro, da liquidação do sector produtivo nacional, mesmo sabendo que depois virará costas e partirá, provavelmente para Bruxelas, afim de ocupar o lugar, que já está a semear, à custa do trabalhador português.
Mas já agora perguntamos nós, como é que um governo que já demonstrou ser
incapaz de fazer cumprir as leis laborais, de impor o cumprimento das
actuais normas vigentes no país, tem capacidade moral e material, para
mudar tudo e impôr esse tal pseudo PARAÍSO?
É tempo de assumir-mos a nossa condição "Democratica" de adultos. Tempo de deixarmos de fazer papel de meninos. É tempo de virar contas aos vendedores do azar, que não nos largam a porta, insistindo na repetida canção do bandido, à qual não temos sabido resistir. É tempo de mudar-mos e dizer não, porque está visto, fomos mais uma vez enganados e muito bem enganados. O único aspecto positivo que a Flexisegurança poderá vir a ter, é o facto de que dentro em breve, não será só a Segurança Privada a gritar, vamos ser uns milhões e ao sermos muitos mais... pode ser que então este país se levante de novo...e acabe definitivamente com estes destroçadores empedernidos, já mal disfarçados de avó... a ver vamos. RaiosyCoriscos Membro do Portal da Vigilância Share
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