| Júlio Santos |
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| Terça, 02 Setembro 2008 01:09 |
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A “Imagem” da Segurança Privada
A Segurança Privada em Portugal está a passar por alterações que podem mudar em definitivo esta indústria: - A passagem da fiscalização ao sector, da Secretaria-geral do MAI para a Direcção Nacional da PSP; - A permissão da utilização em serviço de armas classe E (ainda que mediante a necessidade da respectiva licença); - A possibilidade de, a breve trecho, os Agentes de Segurança Privada (ASP) efectuarem serviço na via pública;
- O regresso da
Segurança Privada (TDA24) aos edifÃcios públicos, nomeadamente aos
Tribunais. Estas situações levam os empresários a esfregar as mãos de contentes. Todavia também lhes deve trazer mais preocupações. Sendo a PSP a efectuar as fiscalizações com meios completamente diferentes, para melhor, dos da Secretaria-geral do MAI os empresários deviam estar atentos às irregularidades habituais no sector:       - Ausência de Cartão de profissional;       - Horários;       - Atraso no pagamento de ordenados;       Atraso e/ou ausência de pagamento de contribuições às Finanças e Segurança Social. É evidente e ainda bem que nem todas as empresas têm este comportamento. Mas as que têm, denigrem a imagem do sector; tornando a actividade de Segurança Privada um sector menor e mal visto. Porém, não são só as empresas a contribuir para esta visão das coisas. (Cont.)
      - Agora, no cumprimento da Lei do tabaco, é frequente verem-se ASP a fumar à entrada nos edifÃcios onde estão colocados;       - Em alguns casos, a higiene pessoal, nomeadamente os cheiros corporais, deixam “sem jeito” os “clientes” de determinados ASP;       - O asseio das fardas, nomeadamente das camisas (supostamente brancas);       - O calçado que não condiz com a cor da farda;       - A forma de dobrar as mangas da camisa (que deve ser três dedos acima do cotovelo ou toda para baixo) nunca a três quartos;       - As senhoras com o fecho da saia virada para frente quando deveria ser para um dos lados ou para trás;       - As senhoras de cabelo solto (já repararam que as Agentes da Autoridade têm-no sempre preso?);       - Os cartões colocados desde: nas platinas, presilhas ao cinto, bolso das calças, em vez de na pala da camisa do lado esquerdo e/ou no bolso do casaco (chamado de bolso do lenço). Fiquemos por aqui. Com um pequeno esforço ainda podia enunciar mais umas quantas situações relacionadas com a apresentação dos ASP, de sua responsabilidade que não abonam em nada para a melhoria do sector. Muitos vão dizer que a culpa é das empresas:       - Que não fornecem fardas suficientes para as trocas necessárias à higiene;       - Que não fornecem sapatos, logo podem usar quaisquer uns;       - Que o cartão usado em diversos lados (tem mais pinta);      - Que o cabelo preso parte-o;      - Que o fecho das saias não está no sÃtio certo, porque estas são largas (foram as que a empresa deu);      - As mangas de camisa a três quartos dão mais “sainete”. Também fico por aqui pois podia alongar-me em mil desculpas. O que vos peço é que façam um exercÃcio comigo:       - Quantas vezes fizeram por escrito e se necessário até à Administração da vossa empresa a reclamação de que receberam poucas e inadequadas fardas?       - Quantas vezes se preocuparam com o facto de que foram vocês, enquanto pessoas, que escolheram uma profissão cuja utilização da farda (uniforme) é obrigatória e não o contrário? Hoje em dia este sector pode ser um do que mais pode contribuir para a redução do desemprego. Pode vir a ser um sector respeitado pela população se os seus Empresários e Agentes souberem, ambos, nas pequenas e grandes coisas, dignificar o sector. Cabe a todos, até aqueles que como eu (que neste momento estou em stand by no sector) fazer qualquer coisa para que a Segurança Privada cresça com a dignidade que merece. Deposito imensa esperança no aumento e na qualidade das fiscalizações por parte da PSP. Já foi uma sua responsabilidade no passado e não deu muitos frutos, mas desta vez parece que a Direcção Nacional da PSP está apostada em melhorar o sector, no que lhe compete, a fiscalização. Era óptimo que os empresários e os ASP também tivessem esse espÃrito. Júlio Santos Share |
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