| As crises podem ser tudo, até boas ou más! |
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| Terça, 12 Maio 2009 23:48 | |
Há crises e crises, mas uma crise é quase sempre sinal de tempos menos bons, com consequências imprevisÃveis. Ela pode chegar e surpreender ou não, qualquer pessoa, empresa, organização ou estado.Por isso o melhor é estarmos atentos, saber ler os sinais, apostar no "avisado vale por dois", afim de dar a resposta adequada, quando confrontados com essa realidade, que nos entra porta dentro.
A
evolução de uma crise pode ter dois sentidos, dependendo de factores
externos ou internos. Mas e apesar de qualquer crise mais grave, levar
sempre a uma maior vulnerabilidade, fragilizando as defesas, nem toda a
crise significa fatalidade, porque em muitÃssimos casos, ela também
pode ser uma boa oportunidade.
Geralmente uma crise evolui mais acentuadamente, arrastando atrás de si as consequências da sua própria imprevisibilidade, sempre que os recursos humanos de uma empresa ou instituição, estão mais diminuÃdos e a intensidade do stress que os domina, provocado por medos e dúvidas, ultrapassa a sua própria capacidade de reacção. Num mercado cada vez mais competitivo e global, as crises começam por afectar empresas e instituições, por isso são sempre decisivas para os gestores, por exigir destes, uma maior flexibilidade e preparação profissional. No entanto dizem os dados disponÃveis que apenas um em cada cinco, está preparado para lidar com uma situação de crise aguda e que a maioria dos quadros superiores, não está qualificada para enfrentá-la com eficácia. Muitos não sabem sequer como identificar a aproximação de uma crise, como perceber os diferentes sinais da sua evolução, inclusive, como elaborar e gerir planos de defesa, no sentido de uma desejável reversão, de tempos e ventos mais ciclónicos. Sabemos que nem todas as crises tem o mesmo padrão, mas a experiência de anos no terreno em situações similares, mesmo que de menor gravidade, dão-nos aquilo a que chamamos de “horas de voo” que nos permitem a ”tomada de decisões cruciais”, quando perigo é iminente, limitando as avarias, os danos e inclusivamente a perda de vidas. A capacidade reactiva do ser humano, é muito variável perante a mesma ameaça, por isso estamos sempre sujeitos à s reacções mais imprevisÃveis. Certo porém, é que alguns reagem de forma proactiva perante o perigo, factor importante e que deve ser avaliado de forma mais séria e responsável, pelas cúpulas das empresas e instituições, transformando esses valores em mais valias, na preparação preventiva/reactiva, como deveria acontecer, por exemplo, no âmbito da segurança privada. A segurança é sempre um factor de extrema importância a ter em conta na prevenção de uma crise interna, ela pode ser muito importante, se todos os dados e informações resultantes do trabalho desse grupo especÃfico, forem cuidadosamente analisados e tratados pelos responsáveis a quem são dirigidos. A segurança interna de uma empresa ou instituição, pode contribuir perfeitamente, para o atenuar das consequências de uma crise, independentemente da sua origem ou dimensão. Recordemos um grande gestor, que tinha por hábito lembrar aos seus subordinados, que uma empresa ou instituição com sucesso no ataque à s crises, é toda aquela que dispõe de um serviço de segurança com uma "Portaria" actuante e de um departamento financeiro inteligente. Fernando Marques Share
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