| Curso Profissional |
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| Domingo, 12 Agosto 2007 10:07 | |||
Agora que estamos no bom caminho da representação, parece-me útil
lançar um desafio: porque não lutar pela criação de um curso
profissional de vigilante, insirido no ensino público, de carácter
opcional tal como acontece em relação a tantas outras profissões.
É o
caso da mecânica, do secretariado, da informática e tantas outras
profissões lecionadas nas escolas. Ou então, a criação pelo Estado de
escolas próprias onde se pudessem ministrar não só cursos de vigilantes
como também outras especializações dentro da área da segurança
privada. (Cont.)
Faz algum sentido que sejam as próprias empresas empregadoras ou
serviços externos contratados pelas empresas de segurança privada, a
formar os seus vigilantes e não organismos idóneos?
Todos nós sabemos o que está a acontecer por aí fora... São
formações "expresso" de 5 a 10 dias... Módulos dados á pressa e sem
aprofundar devidamente os assuntos... A sensação que no fim do curso
continuamos ignorantes em matéria de segurança privada... Isto claro,
quando até se recebe o cartão sem nunca ter sentado numa sala de
formação!!!
São milhares de euros que estas empresas embolsam de subsidios á formação, de formações que nunca chegam a dar...
Á parte disso, está o vigilante que, para além de não ganhar nada
com isso, NEM LEVAR CONSIGO os conhecimentos necessários ao
bom exercício da sua actividade, muitas vezes ainda tem de PAGAR a
formação.
São tantas as ilegalidades nesta matéria que me parece ser urgente alterá-la.
Logicamente, que tenho consciência que, fazer da vigilância uma
profissão, custa dinheiro ás empresas e que não será fácil... Mas o que
é que se consegue na vida sem muito trabalho?
Vale a pena tentar.
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