| Protocolo assinado MAI / Empresas TVA |
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| Domingo, 13 Setembro 2009 19:08 | |||
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Temos agora mais uma modalidade de comparticipação do erário público à s empresas que vendem carÃssimo o seu produto. Refiro-me ao protocolo assinado pelo Ministro da Administração Interna e as Empresas de Segurança e a Associação Portuguesa de Bancos para o assegurar o transporte de valores. Esse protocolo permite que as autoridades façam “Segurança” a viaturas de transporte de valores em zonas classificadas de risco elevado. Em troca, têm de equipar os seus veÃculos com sistemas de inutilização de notas e formar melhor os seus Agentes.
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Mas o que ganhamos nós contribuintes com este protocolo? NADA! Só perdemos.
Lá vão mais uma vez os nossos impostos garantir a segurança do dinheiro que nos é vendido a "peso de ouro" pelos Bancos e que para o segurar, as Companhias de Seguros sugam-nos, reflectindo nos nossos prémios, sejam de que tipo for, as suas sempre muito ampliadas regras de análise de risco que redundam em valores pagos perfeitamente astronómicos e inversamente proporcionais ao que nos pagam e a muito custo quando precisamos e, na maioria das vezes, só após decisão judicial. Que Ministro é este que se sente “confortado” (palavras dele) ao assinar um protocolo que retira mais policias da rua e os coloca a guardar quem deveria ter capacidades em toda a linha de se resguardar como é o caso das empresas de segurança? Na minha modesta opinião, se não têm condições de guardar convenientemente o que lhes é colocado à guarda, então que se elimine este agente do circuito. Promova-se o pagamento/recebimento electrónico com mais ênfase, e quando for preciso transportar valores e numerário faça-se em larga escala e o mÃnimo de vezes possÃvel e aà que se gastem então meios de policiamento para os guardar. Se as empresas não quisessem lucrar muito com o mÃnimo investimento. Se cumprissem as regras mais básicas de segurança de transporte de valores: alterar os trajectos, dar uma volta de reconhecimento antes da operação apeada; à mÃnima suspeita não parar; equipassem as viaturas com sistemas de alarme e localização; equipassem os sacos e malas com dispositivos de localização e tantas outras coisas que de tão básicas quase nos esquecemos; não seria necessário este investimento público num sector privado de grande lucro. Só através de um protocolo é que as empresas e instituições se decidem a “falar” entre si? Será que os Directores de Operações, os responsáveis pela segurança bancária e de valores precisam de assinar um documento com o Governo onde se vai garantidamente gastar milhões de euros do erário público para “falarem” entre si, trocar experiências, efectuar estudos de riscos? Então como têm feito? Onde e como gastam os milhões de lucros anuais do transporte de valores? O Sr. Ministro da Administração Interna congratulou-se em assinar com um sector extremamente lucrativo (muito por força do incumprimento da Legislação em vigor) um protocolo em que o dinheiro de todos nós vai sustentar os luxos de muito poucos? Pois eu considero que se devia envergonhar.
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