Render da Guarda na Vigilância
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FracoBom 
Terça, 30 Dezembro 2008 11:59
meia_noite.jpgNo final de mais um ano e inicio de outro, assiste-se ao habitual render da guarda, à substituição das empresas de segurança que prestam serviço numa determinada entidade ou cliente.
É uma situação perfeitamente normal e ocorre de forma cíclica ao longo dos anos.

Mas porque continuamos a assistir neste render da guarda, à repetição de mais do mesmo, como é o caso do chamado “estágio”, ou seja, o pessoal da empresa que sai, ser obrigado a “ensinar” ao pessoal da empresa que entra, toda a caracterização de serviço naquele cliente, o que pelo nosso ponto de vista, se trata de um absurdo por várias razões: (cont.)

1. Cada empresa de segurança, tem a sua própria forma de trabalho.
2. Compete à empresa que entra informar-se previamente da caracterização do serviço a efectuar no novo cliente.
3. O pessoal da empresa que entra, na abertura do novo posto, já deve ser detentor de toda a informação sobre o serviço que vai prestar, mas com informação "limpa".
4. No início da prestação, o serviço deve ser acompanhado de perto e  ao pormenor, pelo representante do cliente, a quem compete fazer as devidas correcções e acertos.
5. Os procedimentos a implementar pelo grupo de trabalho que entra, devem ser os do cliente e nunca os da empresa que deixa o serviço.

Sabemos que tal não corresponde à realidade, pois a troca de empresas de segurança num cliente, na maioria das vezes é perfeitamente ridícula, porque onde o princípio deveria ser o reforço das condições de segurança, a troca de empresas somente se produz, porque o responsável local ou quem “manda” na segurança do cliente, optou por “mudar a cor ao pionês”.

Existem empresas ou instituições a contratar serviços de segurança, sem que os responsáveis por essa aquisição, saibam o que estão a adquirir, ou estejam minimamente preparados para o fazer.

Lamentavelmente nos Clientes, as respectivas Administrações, também vivem tão à margem do quotidiano, que raramente se interrogam, se os seus serviços internos, estão capacitados ou tem um mínimo de condições para supervisionar, o serviço prestado pelas empresas de segurança.

É vulgar ouvir-se do Supervisor da empresa de segurança, a frase:”vamos perder o cliente, porque os vigilantes que lá fazem serviço, não se interessam pelo posto”, para depois o que se verifica na realidade, é que os mesmos vigilantes, são convidados pelo cliente ou pela empresa que entra, a permanecerem no posto.

É claro que o factor preço também conta, a disparidade dos valores praticados entre empresas de segurança, em certos casos, é perfeitamente irreal e tudo porque existem empresas  que logo à partida, não estão sequer a pensar em cumprir as suas obrigações para com o pessoal, a todos os níveis, porque não estão a vender um serviço de segurança, mas apenas,  o esforço gratuito do vigilante, explorando-o até à medula, lesando seriamente o trabalhador e o estado.

A lista de aspectos que poderíamos apontar aqui é infindável, mas o que pretendemos neste render da guarda, ao voltarmos a bater na mesma tecla, é desafiar quem nos está a ler, para deixar a sua opinião e experiência, porque existem casos de render da guarda por esse país acima, que são de bradar aos céus.
 
Vamos por isso aguardar pelos comentários ou criticas dos membros e visitantes do Portal e terminamos, desejando um Bom Ano de 2009, a todos os que diariamente acedem ao Portal da Vigilância.

Fernando Marques Share
 

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