| Cenário de Recessão cada vez mais confuso |
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| Terça, 06 Janeiro 2009 11:33 | |||
Que nos desculpem as almas mais inteligentes do poder, mas esta noite entre ronda e ronda, apesar do esforço, não conseguimos perceber o que disse o primeiro ministro, porque ficamos completamente baralhados, com algumas das afirmações que fez. Ora vejamos.O primeiro-ministro admitiu ontem, ao contrário daquilo que vinha defendendo ainda recentemente, que Portugal face ao agravar da crise económica e financeira que enfrenta, "caminha para um cenário de recessão" e consequentemente para um aumento do desemprego, durante o ano de 2009.
Segundo o
mesmo, na entrevista que concedeu à SIC, a prioridade do governo vai
para a "protecção do emprego", só que não percebemos muito bem, ao
emprego de quem é que o primeiro ministro se referia.
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Ao afirmar que o seu governo vai ter de apoiar as "empresas competitivas", com capacidade para singrar, sem explicar qual é o critério que será aplicado, para aferir que empresas são essas em tempo de recessão, ou de quantos postos de trabalho está a falar, somos confrontados com um cenário, que de repente fica ainda muito mais confuso na cabeça do homem da rua. Haja quem perceba o primeiro ministro, façam favor... Afinal quais são as empresas que podem "singrar"? De quantos postos de trabalho é que estamos a falar? A que percentagem da população activa se refere o primeiro ministro? Será que a idéia é virar-nos para a agricultura, depois de nos terem corrido do campo? É voltarmos ao campo? Lavrar terra e pastar vacas com os 100 milhões que tem para a agricultura? É essa a solução? Se falamos em recessão, estamos a falar de um mercado de trabalho global, em sérias dificuldados, com a maioria da população e das empresas em situação complicadÃssima, todos muito mais mais preocupados em sobreviver do que em singrar. Se o governo só está a pensar em apoiar as empresas que tem perspectivas de singrar, partimos já do princÃpio que não tem soluções para ninguém, ou no mÃnimo somente para aquelas empresas que se vão dedicar à usura e especulação, que são as únicas que em tempo de recessão, singram... Mas será que para aqueles lados ainda ninguém percebeu que estamos todos fartos de conversa de embalar? Não acham que é tempo de falar claro, sem ambiguidades ou jogos de palavras, que só confundem ainda mais o cidadão? Desculpem lá... mas se já estamos perante o cenário de recessão, o que se pede ao governo, é que tenhamos a verdade dos factos, nem que isso signifique, ter de nos dizer claramente, que em breve, teremos de nos virar todos e pensar muito seriamente, em aplicarmos cada um a lei do "desenrrasca" para sobrevivermos a esses tempos complicados que aà vem...Sejamos claros e objectivos... é difÃcil?
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