| É Tempo de Pensar no Futuro da Segurança Privada em Portugal |
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| Quarta, 07 Janeiro 2009 11:00 | |||
Com o agravar da crise económica e o desenvolvimento progressivo dos factores recessivos a influenciarem as condições de vida das famÃlias, com as portas das fronteiras abertas, a crónica falta de recursos e a venda nos quiosques, das mais modernas tecnologias, acentuam-se gravemente todas as nossas fragilidades.
Por isso mesmo é que temos de ser realistas e perceber que é inevitável, o aparecimento de novas franjas marginais, que se traduzirão num crescimento preocupante, não só da pequena criminalidade, mas também daquela mais organizada e atenta, às vulnerabilidades que evidenciamos, em termos de segurança. (Cont.)
Neste
momento já ninguém tem dúvidas de que o mercado da segurança privada,
vai ser um dos poucos sectores impulsionados pela própria crise, pelo
que iremos assistir no curto prazo, ao aparecimento de novas empresas,
que procurarão nichos que na sua perspectiva, não estão a ser
trabalhados pelos actuais operadores.
Pensamos que é chegada a altura de as entidades governamentais, neste caso o Ministério da Administração Interna, avançar para a reestruturação legislativa do sector, impondo não só novas regras, reformulando as exigências no que se refere à abertura de novas empresas, mas também, alargando o leque de opções, no âmbito da intervenção operacional e consequentemente, na qualificação dos respectivos profissionais. O sector da segurança privada pode finalmente atingir um nÃvel de qualidade, que lhe permita ser um verdadeiro serviço complementar das forças de segurança públicas, bastando para tanto, que haja vontade polÃtica e se deseje beneficiar, da utilidade que o mesmo pode ter, no âmbito da segurança nacional. Todos sabemos que uma das questões que tem a ver com a forma como se olha para o sector, está relacionado com as qualificações dos seus profissionais, o que nos continua a surpreender, porque o mercado de trabalho no seu actual contexto, já dispõe de ferramentas e meios, que permitem elevar os nÃveis de selecção e reforçar os critérios de admissão à profissão. Tal como nas forças de segurança públicas, os respectivos elementos, antes de entrarem para as mesmas, são cidadãos comuns, sem nenhuma formação especÃfica, sendo depois preparados e formados com esse objectivo. Na segurança privada poder-se-iam encontrar soluções que não sendo exactamente idênticas, poderiam aproximar-se, reforçando desse modo o nÃvel qualitativo e de prestação. Vamos chegar a um tempo em que os meios vão ser notoriamente insuficientes, em que a segurança privada terá forçosamente de substituir em muitÃssimos locais e serviços, as forças de segurança públicas e apesar dos actos de reestruturação que se implementem, os meios de segurança do estado, não tem a varinha mágica, nunca terão efectivos suficientes, vão ter cada vez mais, necessidade de forças complementares, que não lhes acrescentem mais custos aos seus já de si, apertados orçamentos internos. Este é o momento, para que, sem custos directos para o estado, apenas com alterações legislativas, nem um agravar dos mesmos para as empresas, se avançar no sentido de nos preparar-mos, para novas tarefas, que inevitavelmente teremos de desempenhar, como profissionais de um sector, que será essencial no contexto da segurança nacional, num futuro não muito longÃnquo.
Carlos Santos/Editor do Portal
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