| O Papel do Vigilante de Segurança Privada |
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| Quinta, 22 Janeiro 2009 16:07 | |||
Este é um tema que suscita as discussões mais acesas, uma enorme divergência de opiniões, como já foi anteriormente demonstrado aqui neste portal, pelas mais diversas razões, mas vale sempre a pena voltar à questão, sobretudo quando ainda esta mesma noite, tivemos um exemplo, que nos preocupa muito seriamente e faz pensar, na "real" função do vigilante de segurança privada.
Referimo-nos
ao caso da estação da Fertagus, assaltada esta noite a tiro por um
grupo de delinquentes, sem que os vigilantes que ali se encontravam,
pudessem ter tido qualquer reacção, tendo-se limitado a assistir e
muito bem, cumprindo a regra básica, que neste caso é proteger a
própria vida e tudo porque continuamos a não estar preparados, para
enfrentar estas situações.
Esta semana um alto responsável da segurança nacional, dizia publicamente que apesar de não dispôr ainda dos dados referentes ao último trimestre do ano de 2008, já podia adiantar que a criminalidade, cresceu durante o ano em todas as áreas, desde a mais simples até à mais violenta e perigosa. As notÃcias de que criminosos capturados pelas forças de ordem pública, apresentados em tribunal e posteriormente soltos, ficando a aguardar em liberdade o prosseguimento do processo, continuando entretanto a dedicar-se à actividade delituosa, já entraram nas rotinas do nosso quatidiano.
Ou seja, neste paÃs já não falta quase nada, para nos situarmos ao
nÃvel, daquilo que de pior acontece lá por fora, daà perguntarmos mais
uma vez, para quando uma alteração legislativa que dê aos profissionais
de segurança privada, aos vigilantes deste paÃs, melhores e mais
seguras condições para o desempenho da sua função.
E nem sequer nos queremos aproximar de exemplos como o Brasil, onde ainda recentemente nos chegou a notÃcia de que a Câmara dos Deputados de BrasÃlia, prepara um projecto-lei que vai alargar, o âmbito de utilização de armas de fogo, pelos profissionais deste sector.
Todos sabemos que as reestruturações em curso nas forças de segurança
pública portuguesas, tem mais a ver com o aspecto económico das mesmas
e da reorganização de custos, do que propriamente, com o reforço das
acções de prevenção e ataque, à criminalidade que nos fustiga.
Voltamos a insistir, apesar de saber-mos que somos vozes que leva o
vento, mas não será tempo de pensar mais seriamente, no futuro que se
pretende, para o sector da segurança privada em portugal?
Será que se deseja efectivamente, que os profissionais de segurança privada sejam uma força complementar das forças de segurança pública, ou apenas, que continuem a ser uma força de meros espectadores, nos mais diversos teatros, sujeitos à pratica de assaltos, sem que possam fazer, seja o que fôr?
Agora
imaginem que os autores do assalto da Fertagus, se lembravam de "limpar
a zona" antes de abandonarem o local, para não correrem o risco da
existência de testemunhas?Â
O Srº Ministro da Administração Interna e restantes responsáveis pela segurança nacional, já pensaram bem nisso? Não é importante, é isso? Claro estamos a falar de Vigilantes, carne para canhão...
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