| O Futuro da Segurança Privada |
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| Quinta, 09 Abril 2009 21:05 | |||
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“Um exército pode ficar cem anos sem lutar, mas nunca um minuto desprevenido”*
*(Napoleão Bonaparte) Deveria reflectir-se nesta frase de Napoleão a actualidade da Segurança Privada em Portugal. Mas para que tal se verificasse, seria necessária uma outra visão por parte dos vários responsáveis do sector, no que respeita à preparação do Profissional ao serviço, que é actualmente, apenas um elemento de acção vigilante.
Com o
Decreto-Lei nº.35/2004 de 21 de Fevereiro, foram estabelecidos
parâmetros relativos aos requisitos para a formação do profissional de
segurança, mas entretanto a evolução das várias incidências, já
ultrapassou hà muito a perspectiva decretada, em todas as áreas desta
actividade.
O Profissional de Segurança na qualidade de agente de acção preventiva, cara à s diversas ocorrências delituosas ou criminais, deveria estar o mais actualizado possÃvel em termos de preparação e meios, por isso a sua formação deveria acompanhar a evolução das exigências de uma sociedade, que já está confrontada com os piores exemplos de âmbito criminal. No entanto o que se verifica, é que na grande maioria das empresas, não há qualquer investimento em formação, equipamentos e meios, para o exercÃcio das funções dos seus profissionais, ou seja, o vigilante continua a operar em condições adversas, funcionando apenas como elemento gerador dos mais elevados benefÃcios, a favor dos acionistas das empresas que representa. No interesse das próprias empresas, o profissional de segurança privada (vigilante) deveria evoluir no sentido de uma maior qualificação, em resposta à s exigências de uma actividade cada vez mais especÃfica e selectiva. Deveria ser capaz de responder à s solicitações de um mercado, que não está disposto a continuar a pagar apenas, pela simples presença de um homem fardado. É certo que não falamos de uma solução de segurança garantida a 100%. Mas com profissionais conscientes, competentes e preparados, apoiados por um investimento racional em preparação e meios, reduzir-se-iam os riscos e os potenciais danos, consequentemente até os lucros cresceriam. Daà considerar-mos que o debate deveria continuar centrado na formação e preparação continua do Profissional de Segurança Privada, na evolução da carreira e na criação de normas legislativas, que lhe permitam responder em tempo útil à s ocorrências que se lhe deparem no quotidiano, até à chegada das forças de segurança públicas, solicitadas. É obvio que num futuro próximo, tais reinvidicaçãos já serão absoletasÂ… porque com a velocidade a que nos chegam novas caracterizações na prática do crime, não nos surpreende que no inÃcio da próxima década, tenha de ser forçosamente criado o verdadeiro estatuto do profissional de segurança privada, que imponha definitivamente parâmetros de actuação mais condizentes com a função, exigindo a formação e preparação essencial para tal, essa, é uma realidade que vai ser impossÃvel contornar. por: Fernando Marques “ Todo o homem recebe dois tipos de educação: uma que lhe é dada pelos outros, e a outra, muito mais importante, a que ele dá a si próprio”* *Edward Gibbon, historiador inglês (1737-1794) Share
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