| Empresa Trabalha em MunicÃpio sem contrato |
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| Domingo, 10 Maio 2009 21:32 | |||
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Os processos de injunção (um procedimento legal para o credor cobrar a dÃvida de forma mais célere) da Prestibel - Empresa de Segurança, SA foram enviados para a Câmara em Fevereiro e Março passados. As duas notificações, a que o JN teve acesso, referem-se a serviços prestados em 2007 e 2008 e exigem o pagamento de uma quantia superior a 602 mil euros. Desconhece-se se há mais facturas por liquidar.
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Contactada
pelo JN, a Autarquia confirma que a Prestibel "esteve a prestar
serviço, sem formalização de contrato" e classifica o sucedido como "um
lapso". O que levou ao "lapso", argumenta a Câmara, foi o facto da
empresa, que garante a segurança de diversos edifÃcios municipais,
estar a trabalhar para a Autarquia há vários anos. "A razão da omissão
desse lapso, prende-se com a abertura de concurso público
internacional, ganho pela referida empresa que presta serviço há vários
anos no MunicÃpio de Matosinhos", escreve a Autarquia, em resposta à s
questões do JN.
A Câmara refere ainda que, "verificado o lapso, foi determinada uma averiguação ao assunto e decidido que a empresa haveria de demandar judicialmente o pagamento do serviço em causa". Contactada pelo JN, a administração da Prestibel lembra que "é prática na Administração Pública que, no âmbito da contratação pública, se verifiquem, por vezes, hiatos entre as conclusões de uns contratos e os inÃcios de novos contratos, dada a morosidade associada ao desenrolar dos procedimentos contratuais". Lapso ou não, Francisco Sousa, especialista em Direito Administrativo, defende que a prestação de serviços a uma Câmara sem um contrato constitui uma ilegalidade. E que o Tribunal de Contas e outros orgãos fiscalizadores da gestão autárquica devem estar atentos ao caso. Actualmente, a empresa continua a trabalhar para a Câmara de Matosinhos, prestando serviços de segurança em diversos edifÃcios municipais, mas dentro da legalidade, depois de seleccionada em 2009 numa consulta pública, à qual concorreram quatro empresas. A adjudicação à Prestibel, por um perÃodo de três anos no valor total de 2,3 milhões de euros, foi aprovada, por unanimidade, numa reunião de Câmara realizada no passado dia 23 de Janeiro. Os outros três concorrentes não se opuseram. in: JN Share
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