| SEGURANÇA: K9 Binómio Cão/Vigilante |
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| Sábado, 16 Maio 2009 18:45 | |||
Sem pretendermos contrariar o optimismo a propósito da notÃcia dos K9 (binómio Cão/Vigilante), publicada recentemente pelo Diário Económico, onde se descrevia a existencia em portugal, dos Lamborghini dos cães, um serviço de segurança cinotécnica, disponibilizado pela Essegur, temos dúvidas sobre o tal cenário encantado, suscitado na notÃcia.Não somos contra a inovação, contra a capacidade de alguns portugueses, poderem pagar esse serviço, nem contra o facto de já termos por cá, empresas de segurança privada, capazes de preencher esse nicho de mercado, um serviço que hà muito é efectuado lá fora e que é obviamente, muito mais rentável em termos comerciais, apesar do acréscimo de custos.
No entanto e a propósito da notÃcia, estamos surpreendidos, pelo facto de ainda não termos visto nenhuma associação animal, vir a público, à luz do conteúdo da reportagem publicada, colocar as interrogações que a mesma suscita de imediato, nas quais se incluem, aspectos relacionados com a legislação vigente, relativamente a animais de guarda, neste caso de segurança, com tratador. Relativamente à associações animais que ainda não se manifestarem a propósito do tema, até percebemos, porque andarão demasiado ocupadas a ver se acabam com a touradas em portugal, de tal forma, que nem sequer lhes sobra tempo, para verificar em que condições é que estes animais estão a ser utilizados e tratados. Da parte da PSP, supomos que alertada pela notÃcia, também já estará ao corrente da situação uma vez que este assunto faz parte das suas competências e a verificar todos os aspectos legais, relacionados com o serviço, porque pela lei vigente, eles são inúmeros. Os serviços de veterinária do Ministério da Agricultura, também já terão avançado para o terreno a inspeccionar as condições de alojamento, de alimentação e salubridade das instalações, proporcionadas a estes animais, que não ficando alojados em canÃl adequado, com regras e regulamentação próprias, podem não estar a ser convenientemente tratados. A propósito desse aspecto, pelo que sabemos, as nossas polÃcias, tanto a GNR como PSP, dispõem de equipas cinotécnicas de muita qualidade, destinadas a diversos objectivos, que frequentemente dão provas de capacidades extraordinárias verdadeiramente eficazes e pela informação que temos, nem na PSP ou na GNR, os tratadores tem de levar os animais para casa, afim de obter uma maior optimização no desempenho. Depois hà ainda a questão dos acessórios e equipamentos que o animal tem de utilizar obrigatóriamente, do seu transporte e circulação na via pública, uma vez que estamos a falar de animais altamente perigosos, das suas rotinas no local onde presta serviço e da avaliação de risco para a vizinhança nesses locais. Esta é a nossa abordagem ao tema, de uma forma simples e descomplicada, até porque não é nossa intenção pôr em causa o referido serviço, consideramos sim, que se a Essegur já iniciou a comercialização desta solução, terá obviamente tido em conta todos os aspectos relacionados com o mesmo, a não ser que algo aqui lhes esteja a escapar. Porque depois, também hà a questão do vigilante (tratador), que não pode ser equacionada com se tratasse de um vulgar serviço de vigilância, uma vez que estamos perante uma situação que exige especialização, dedicação, conhecimentos de Holandez, excesso de horas de trabalho, elevadÃssimas responsabilidades, acentuar de riscos para a famÃlia, para as visitas de casa, vizinhos, etc. Mas aà os sindicatos da classe e as respectivas associações, já deverão estar no terreno, a tratar do assunto com os seus associados.
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por: Carlos Santos / Membro do Portal da Vigilância
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