| Segurança Privada - A segurança do Cidadão |
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| Sábado, 24 Outubro 2009 17:32 | |||
Levanta-se hoje mais do nunca a questão, a quem cabe a responsabilidade de assegurar a segurança dos cidadãos, sem qualquer sombra de dúvida ao Estado, se o mesmo demonstra ter essa capacidade, se mostrou estar atento a uma nova realidade, ai pessoalmente tenho as minhas dúvidas, não antever as consequências dos mais variados factores potenciadores da criminalidade, tais como, o desemprego, a criação de espaços próprios á explosão destes factores, a falta duma aposta séria nos mais diversos vectores da segurança dum estado, o eventual receio de serem acusados de criar um estado policial. levou a um desinvestimento num dos vectores mais importantes para um Povo, a sua própria segurança.
No
espaço em questão debate-se um desses vectores a Segurança Privada,
aliás nunca incluida num pacote bem mais completo, sendo assumidamente
um complemento das forças de segurança, mas nunca tratada como tal, por
todos os intervenientes.
Á velocidade com que os acontecimentos se vão desenrolando, com assaltos, com uso á violência gratuita e em muitos casos com consequênciass gravosas para os vigilantes, levou de súbito á reclamação de meios de defesa eficazes, apostou -se erradamente na solicitação de armas não letais, algumas vezes a raiar as armas letais, quem aposta nesta saída demonstra desconhecer a realidade em que se move, quem por qualquer motivo nem que seja superficialmente dê a entender que concorda, é por demais irresponsavel, num aparte, são diversos os sectores profissionais cuja actividade comporta elevados riscos a solicitar o uso de armas para sua auto defesa, se a todos for concedida essa permissão então começamos seriamente a correr o risco de não se controlar nada nem ninguém, armas letais devem sempre atribuidas sobre rigorosos e apertados exames. Não excluo nem por um segundo que os vigilantes devem e merecem ter meios de defesa, mas nunca qualquer de tipo de armas, se calhar não aceitando determinados serviços de vigilância, aliás muitos desses alegados serviços á um bom par de anos eram efectuados por agentes da autoridade, exigir bom planos de segurança com uma real avaliação dos riscos, exigir meios alternativos como o tal botão de pânico, entre outros possiveis mas sempre com a elaboração e execução de reais medidas de segurança, acabar com a prática do pagar pouco por parte dos clientes. Lamentavelmente nunca se falou ou se transmitiu a experiência doutros Paises, falo mais concretamente do nosso vizinho a Espanha, como lá se chegou á situação actual, seria interessante saber. Mas voltando á questão do possivel uso de armas letais ou não letais por parte dos vigilantes, estará a actual SP em geral preparada para introduzir esse novo apetrecho, claro que não, nem a nivel das empresas com mais custos, nem o pessoal se encontra na sua grande maioria preparado, ja para não falar nos meios logísticos necessários á implementação dessa medida, levará anos a regenerar uma massa de trabalhadores em que a sua principal vertente é a precariedade da função, sem um estatuto, sem uma formação adequada, sem uma carreira, com um elevado défice de cumprimento das regras laborais. Penso ser de bom senso repensar toda a a estrutura da SP para começar, e lentamente mas com passos certos alterar todo um sector, em especial toda a sua mentalidade, quer das Empresas, quer dos Clientes, quer dos próprios profissionais em geral. Num aspecto estou de acordo com a maioria dos meus colegas, algo deve ser feito e a começar já. Camaleao publicado em JN/Blogues A Verdade Liberta e Eu Quero Ser Livre Share
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