| Cliente foi sovado por dois seguranças |
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| Terça, 15 Dezembro 2009 14:43 | |||
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 Pela pena do jornalista percebe-se imediatamente uma série de contradições, a começar pelo próprio autor da notÃcia, que faz manchete da mesma, com a frase "CLIENTE FOI SOVADO POR DOIS SEGURANÇAS", sem ser capaz de o demonstrar ao longo de todo o texto.
Depois temos as declarações do gerente de loja que inicialmente afirma que terá desaparecido um disco externo, mas que o cliente o terá pago quando detectada a falta, suportando-se nas imagens do cctv instalado, para mais à frente, alegar que não se pronuncia sobre as agressões.  Entretanto fonte da PSP, diz que o homem terá sido confundido com um ladrão (referenciado) e por isso "Resolveram as coisas pelas próprias mãos e abandonaram-no, os seguranças foram logo identificados" diz a fonte da PSP.  Pegando na manchete do jornalista, esta reflecte bem a forma de fazer notÃcia em prática nos órgãos de comunicação, em que se responsabilizam imediatamente os seguranças (vigilantes) pela alegada agressão, apenas com base numa suposição.  Depois e relativamente ao gerente de loja, estranhamos que aquele seja capaz de descrever uma parte da história, mas no que se refere à outra, a da provável agressão ao cliente, já declare que não sabe nada.
Surpreende-nos que tenha confirmado no sistema de CCTV instalado, o episódio do disco de computador desaparecido, mas não tenha verificado a parte da provável agressão, que a ter acontecido, também ficou registada nas imagens do mesmo cctv, uma vez que a Rádio Popular, tem câmaras não só na loja, mas também em todas as áreas técnicas.  Por último e relativamente à identificação dos vigilantes ao serviço na loja, pela PSP, isso não significa que a polÃcia os considere culpados da agressão, é normal que sejam identificados, um vez que nestas situações, são sempre os primeiros a dar a cara.  Baralhando e dando de novo, é importante referir que a Rádio Popular, tal como a maioria de todas as grandes cadeias , tem em permanente implementação um modo de execução do serviço padronizado, umas NEP´s (Normas de execução Permanentes), que descrevem ao pormenor, todos os procedimentos no que se refere à actuação dos Vigilantes ao serviço nas lojas.  Estas NEP´s ou "Modo de Execução de Serviço" como prefiram chamar-lhe, são de conhecimento obrigatório por todos os vigilantes que ali efectuam serviço, assim bem como do Chefe, Sub Chefe e restantes funcionários de cada loja.  Todos os procedimentos estão previstos nessas NEP´s e nós próprios pela experiência que temos, podemos garantir, que estas não referem em tempo algum, que um cliente, empregado ou simples visitante da loja, possa ser agredido, quando apanhado em flagrante a furtar.  Tal como podemos garantir que nenhum vigilante ao serviço nas lojas da Rádio Popular, assim bem como na maioria das restantes grandes cadeias a operar em Portugal, pode por sua própria iniciativa, arrastar um cliente para as traseiras da loja e aÃ, agredi-lo a seu belo prazer.  Aliás, o vigilante nem sequer pode levar um cliente para a área técnica da loja, aà somente entram funcionários, essa é prática que pelas normas da Rádio Popular lhe está completamente vedado e todos os vigilantes o sabem, o mesmo já não podemos garantir, se entretanto tiver recebido alguma ordem directa nesse sentido e incapaz de dizer não, tenha actuado irregularmente.  Todos sabemos como funcionam alguns chefes de lojas nos seus pequenos reinos de uns quantos milhares de metros quadrados, detentores de um sentimento de senhores absolutos desses espaços, por saberem que depende da sua informação ou avaliação, o futuro profissional das pessoas que ali trabalham, sobretudo daquelas que não pertencendo aos quadros da loja, tem de estar sujeitos à s suas ordens e avaliações.  Na actividade de segurança privada, poderÃamos dar aqui, inúmeros exemplos de gerentes de loja por esse paÃs fora, sem o mÃnimo de preparação ou condições para tal, mas que quando no desempenho dessas funções, são uma espécie de pequenos tiranetes, que jogando com o poder que detêm normalmente à dimensão do seu próprio ego e até à revelia das normas estabelecidas, impõem actuações e procedimentos, que acabam por ser cumpridos, com base no receio de uma provável retaliação e essa, passa sempre pela substituição do vigilante.  Neste caso concreto da notÃcia do Correio da Manhã, sem conhecer os ASP´s que ali se encontravam ao serviço, mas conhecendo as normas da Rádio Popular, temos sérias dúvidas que os vigilantes, tenham por sua própria iniciativa, assumido uma atitude de agressão directa, sobre um cliente ou suspeito de furto, depois de o terem "arrastado para as traseiras", exactamente porque não poderiam atravessar a área técnica, único acesso directo, segundo a configuração dos Retail Park´s.  Intriga-nos o posicionamento do Chefe de loja, que na perspectiva da notÃcia, parece estar completamente à parte de todo o ocorrido,  não sendo sequer perceptÃvel um completo conhecimento dos factos verificados nesta ocorrência, que a terem-se verificado tal como são sugeridos, só podia estar ausente, ou de braços cruzados, o que é difÃcil de enquadrar, porque na ausência do Chefe, hà sempre quem o substitua..  Relativamente aos vigilantes, sem conhecermos a ocorrência em pormenor, lamentamos que na eventualidade de terem participado, ou simplesmente tido conhecimento que se encontraria um homem fisicamente maltratado e abandonado nas traseiras da loja, não tenham sido os primeiros a solicitar socorro para o tal número, que todo o Agente de Segurança Privada, tem permanentemente na cabeça, o 112.  Por fim, supomos que a Rádio Popular, já terá iniciado a sua própria investigação interna, porque de certeza que para os seus responsáveis, é incompreensÃvel, a presença do suspeito de furto na área técnica da loja, assim bem como o abandono do mesmo nas traseiras do Retai Park, factos com que nenhuma administração pactua, por variadÃssimas razões.
Carlos Santos Editor do Portal Share
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