| Vamos todos dar as mãos, mas contra as injustiças |
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| Quarta, 26 Maio 2010 11:13 | |||
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 Vamos todos dar as mãos, mas contra as injustiças que continuam a verificar-se, o despesismo nos bastidores do Estado, as flores, as frotas, as viagens, os hotéis de luxo, o auto aumento dos valores das ajudas de custo, as mordomias de governantes e administradores públicos, contra as polÃticas que afectam apenas uma parte da sociedade, aquela que carece de amigos ou vizinhos na área do poder.  Vamos garantidamente dar as mãos contra a perda de autonomia nacional, dar as mãos contra o agravamento da pobreza, dar as mãos contra a ausência de iniciativas que ataquem o desperdÃcio do tesouro público, dar as mãos contra a invasão (em plena crise) de lugares vagos por gente do circulo do poder, antecipando-se aos concursos públicos, dar as mãos contra o cinismo e a hipocrisia, de quem insiste em quer vende-nos gato por lebre.  Vamos por isso dar as mãos contra a ausência de sentido de Estado de quem nos governa, num momento em que atacam sem dó nem piedade os portugueses com menos recursos, em nome do combate à crise, ao mesmo tempo que inventam empresas e institutos fantasmas, que não servem para nada, apenas para dar empregos a amigos, que por alguma razão se encontram sem trabalho.  Diz a senhora ministra que «a greve é um direito que cabe aos sindicatos» e que «o Governo respeita tudo aquilo que são os direitos de manifestação e o direito à greve, desde que seja dentro da legalidade, como é óbvio». «Cada um escolhe como manifestar o seu contentamento ou descontentamento da forma que melhor entender», concluiu.  Por aÃ, a senhora ministra até tem toda a razão, porque por enquanto, a Constituição Portuguesa ainda nos permite em termos legais, gritar a nossa revolta e tentar travar os desmandos de que somos alvo, por sermos os únicos a pagar a factura criada pela reiterada incompetência de sucessivos governos, que ao longo dos anos andaram a tapar o sol com a peneira, a gastar à tripa forra, a viverem à grande e à francesa, esquecendo-se que a sua verdadeira missão, era gerir um paÃs e não proporcionar uma vida de fausto, a um grupo de previlegiados.  Mas entretanto a senhora ministra está a esquecer-se que a fome e o desespero, provocam facilmente a desordem e a anarquia, e aà não há Constituição que impeça o descontrolo da reacção popular, por isso antes de falar em dar as mãos, não seria nada má ideia, dar exemplos, exemplos que servissem para demonstrar ao povo português, que estamos todos, mas todos sem excepção e não apenas alguns, a dar as mãos no mesmo sentido. Carlos Santos Share
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