| O parente pobre da Segurança Interna |
O negócio da segurança privada tem vindo a melhorar a sua qualidade com o passar dos anos. Até as mais recentes ameaças contribuem para a evolução da atividade. No entanto, há muito a fazer ainda, como se provará com a Cimeira da NATO. Em Portugal a segurança privada, ao contrário de outros setores, é um negócio em crescimento, é uma atividade de futuro mesmo quando se conhece os tipos de contratos de venda de sistemas na área do Sefety, ou mesmo os serviços de vigilância na área do Security. Hoje em dia, o vigilante faz quase de tudo para que se ganhe um contrato, até descorando o posto de vigia, podíamos falar ainda de algumas empresas da área quem fazem todo o tipo de serviço de segurança, não deixando o setor bem afamado. Se olharmos para os vários tipos de ameaça, reparamos que a nova lei da Segurança Privada e os vários decretos-lei, ou mesmo a Portaria nº 1142, são passos importantes para a evolução e regulamentação do setor, quando também os administradores das empresas portuguesas olhem para a segurança ou para a sua própria auto-proteção como um investimento, e não como uma despesa, o setor e o serviço prestado cresceram em qualidade. Existe em Portugal perto de 200 empresas de Segurança, mas a formação na área é só prestada por aproximadamente por 10 por cento, assistimos na FIL, durante quatro dias, a um bom exemplo de informação e formação, a conferência organizada pela APSEI (Associação Portuguesa de Segurança Eletrónica e de Proteção Incêndio) e a NFPA (National Fire Protection Association), com muitas palestras na área dos incêndios, em tipos de equipamentos para combate, evacuações e muitas outras matérias para profissionais do ramo. Foram ainda abordados os temas do terrorismo a segurança em grandes eventos e análise de risco, em paralelo corriam ações de formação a qual assisti, como por exemplo a experiência do Californiano Dean Larson, planos de emergência e continuidade de negócio, através das normas NFPA 1600. Perante um cenário como o que se vive em Portugal em termos de segurança privada, muitas dúvidas e receios legítimos se podem levantar quando olhamos para a aproximação da data da Cimeira da NATO em Lisboa, nos dias 19 e 20 deste mês, e para a sua localização na FIL, no Parque das Nações, já que entre o local do evento e a Gare do Oriente fica o Centro Comercial Vasco da Gama - um aglomerado populacional, vigiado por empresas de segurança. É que se aos homens da segurança privada da Sonae Sierra já não faltavam preocupações em noites de concertos na pavilhão Atlântico, imagine-se agora como irá ser, com o Black Bloc, o famoso movimento antiglobalização, cujos membros já estão em Portugal, a prepararem-se para desestabilizar toda a zona envolvente à cimeira. Carlos Santos *Jornalista/Especialista em Segurança in: Expresso Online / Atualidade / 5 de Novembro de 2010 Share
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