Sócrates avalia a Greve pela Lâmpada
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FracoBom 
Quinta, 25 Novembro 2010 12:48
a_minha_tribuna_2A "maior greve geral de sempre" para as estruturas sindicais e para aqueles que a viveram, é a mesma greve "tranquila" que "não alterou o consumo de energia" para o governo de José Sócrates, pela voz da ministra do Trabalho e da Solidariedade Social.

Para Helena André, a ministra da pasta, uma ex sindicalista, que se entregou nos braços do neo liberalismo, talvez porque o "conforto energético" aí seja mais reconfortante, o protesto que deixou 2 milhões de trabalhadores nos seus postos de trabalho à espera do dia seguinte, enquanto outros cerca de 3 milhões paralisavam, é o mesmo "que não parou o país" e chegou a ser "inexpressivo" em alguns sectores de actividade, porque afinal o consumo de energia não sofreu grandes alterações.

A verdadeira dimensão do protesto que ontem atingiu números inigualáveis desde há vinte anos, não teve nenhum significado para um executivo, que apesar de governar sem maioria, continua a pautar-se pelo mais completo autismo, derrimindo toda a sua arrogância no formular do cúmulo do ridículo, recorrendo ao consumo da lâmpada eléctrica para baralhar os números.

Do alto da Torre de Babel onde se encontra instalado, José Sócrates, voltou a ensaiar todo o seu "cinismo" pela voz da dama de duas caras, ao mandar dizer que "as opções tomadas pelo governo se destinam em grande parte a fazer algo, que é um dos objectivos da greve, defender o emprego e os direitos dos trabalhadores", esquecendo-se que o povo português já está farto de tretas e cantigas inconsequentes, com origem num qualquer manual de patranhas, existente em S. Bento.

A greve geral que ontem se viveu, sendo penalizadora para a economia, cuja saúde é o que sofremos, foi essencial para colocar em evidência, toda a imcompetência de um governo, que nos arrastou para esta lagoa pantanosa, mas também para obrigar José Sócrates e a sua "excelsa" tribo, a perceberem que tem forçosamente de mudar de políticas, começando eles próprios por dormir em lençóis de pano cru, porque o inverno está aí e as noites não podem continuar a ser insuportávelmente gelidas, apenas para um povo, cujo único erro que cometeu, foi deixar-se embarcar mais uma vez, num perfido e mal cheiroso, conto do vigário politico nacional.
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