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As baixas temperaturas que se fazem sentir por estes dias em todo o país, com especial incidência nas zonas centro e norte, requerem o reforço de medidas de protecção, por parte dos profissionais de segurança privada, cujas condições de trabalho e meios, contra as temperaturas negativas nos locais de serviço, são normalmente deficientes, ou mesmo inexistentes.
A actividade de segurança privada, que é desenvolvida em muitos casos, em espaços exteriores, sem qualquer protecção contra as condições climatéricas entre outras, incentiva a criatividade do profissional, que salvo raras excepções, não tem por parte das empresas, o suporte necessário, configurado na disponibilização de fatos ou equipamentos, que ajudem a enfrentar temperaturas, que em certos postos, atingem muitos graus abaixo de zero.
Esta é uma época difícil, sobretudo para os milhares de vigilantes rondistas, que ao longo deste país, tem de se expor todas as noites a temperaturas negativas em condições muito adversas, para as quais nem sempre estão preparados, visto que habitamos, num território que é normalmente temperado.
Nessa perspectiva e não havendo outra solução, deve o próprio profissional adopar alguns cuidados, que apesar de básicos, são importantes na sua protecção, como garante de um bom desempenho e equilibradores na motivação psicologica, para continuar a saír diariamente de casa, mesmo, sabendo o que vai enfrentar.
Neste caso a iniciativa por parte do vigilante, deve começar pelo calçado que é essencial, sobretudo na função de rondista. Meias limpas, por dentro de um par de botas confortável ajuda muito, depois vem o reforço de vestuário quente e seco, de preferência, vestindo várias peças por dentro da farda, deixando sempre a folhinha de papel de que são normalmente feitos os blusões e parkas distribuidas pelas empresas, como última peça a envergar.
De igual modo e como indicam os especialistas, para enfrentar temperaturas negativas, a melhor solução é alterar rotinas e procurar movimentar-se o mais possível, mas em esforço controlado, afim de evitar variações cardíacas prejudiciais e circular pela área da instalação, mesmo que isso implique o reforço do número de rondas para além do previsto no modo de execução do serviço, ou nas NEP´s, afim de activar a circulação e criar o necessário calor corporal, que lhe permita, suportar a dureza das tempeturas a que está exposto.
As mãos são habitualmente uma das partes do corpo que mais sofre com o excesso de frio, por isso se aconselha a utilização de luvas e na cabeça a boina ou o boné, ajudam bastante. Para proteger a cara dos ventos gélidos que cortam como navalhas, ou impedir a entrada de ar frio para os pulmões, um cachecol por dentro do blusão, preferencialmente da côr da farda e sem fantasias, mesmo desses que se compram no chinês, que não sendo nada de especial, sempre protegem e transmitem algum conforto.
É importante perceber, que a saúde é a primeira ferramenta do Vigilante, sem a qual este não tem como manter o posto de trabalho, apesar daquilo que está escrito em lei, que na maioria dos casos, não significa nada em algumas empresas. Por isso a preocupação com a saúde é factor essencial, quando não é o melhor garante do emprego e do suporte da vida pessoal.
Carlos Santos/Vigilante
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