| Paradigma do trabalhador "apelativo" |
A procura de pessoas cujas competências e perfil potenciem não só um desempenho de excelência como o próprio desenvolvimento organizacional na actual conjuntura económica, transfere para o trabalhador o ónus de se tornar único no seu quadro de competências.As escolhas de emprego suportadas, essencialmente, pelas garantias de estabilidade e previsibilidade da relação de trabalho são cada vez mais um retrato do passado. Com as mudanças verificadas nos planos tecnológico e económico, por nós já referenciadas em artigos anteriores, os empregadores vêem-se rendidos a decisões de racionalização do seu efectivo, centrando a sua actividade no que é fulcral e prescindindo de recursos excedentários ou redundantes. A dispensa de pessoal ou não renovação de contratos é uma constante e a admissão, quando existe, exige dos trabalhadores disponibilidade, flexibilidade, competências alargadas, conhecimentos tecnológicos e tolerância à mudança, entre outras características que espelham a contemporaneidade. O desafio já não é concluir uma licenciatura mas sim fazer prevalecer o seu potencial enquanto "marca própria", constituindo-se como uma mais-valia imprescindível para quem contrata. De facto, a procura de pessoas cujas competências e perfil potenciem não só um desempenho de excelência como o próprio desenvolvimento organizacional na actual conjuntura económica, transfere para o trabalhador o ónus de se tornar único no seu quadro de competências e manter-se "apelativo" para o mercado, evitando ser incluído em eventuais planos de despedimento levados a cabo pelos empregadores. Continua em: Negócios Online Por: Cláudia Torres
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