Valorizar o Capital Humano
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Sexta, 24 Dezembro 2010 11:41
Medidas governamentais e notícias de encerramentos são espaço para rumor e mal-estar. Independentemente das condições da organização, podem ter impacto na imagem e desempenho.

capital_Humano_Medir200xÉ comum ouvir-se que as pessoas são o activo mais importante das organizações, pelo que, em períodos de instabilidade, como aquele a que agora se assiste, revela-se essencial a adopção de medidas a curto prazo que não ameacem a sustentabilidade das organizações a longo prazo. Com efeito, a análise efectuada pelas organizações deverá não só atender ao custo das medidas a adoptar, mas especialmente ao impacto das mesmas na própria organização e nos trabalhadores.

No anterior artigo referiu-se a responsabilidade dos trabalhadores em tornarem-se únicos no seu quadro de competências e manterem-se "apelativos" para o mercado na actual conjuntura económica, mas isto, por si só, não será suficiente se as próprias organizações não procurarem introduzir novas formas de estar no actual contexto. De facto, novos quadros impõem novas abordagens por parte de todos os envolvidos.

Compete às organizações assegurar níveis de desempenho, satisfação e motivação que permitam a manutenção da integridade da equipa e a cultura da empresa.

Mais do que focalizar-se na contenção de custos (nomeadamente redução de despesas com pessoal) e na eficiência dos processos, tem de ser assegurada a transparência e actualidade da informação prestada aos trabalhadores.

Medidas governamentais e notícias de encerramentos eminentes são espaço para rumor e mal-estar que, independentemente das condições reais da organização, podem ter impacto na imagem e desempenho da mesma, pela saída de trabalhadores chave e pela desmotivação e descrédito que tais rumores implicam. São essenciais canais de comunicação fiáveis que de forma transparente fomentem a passagem de informação idónea aos trabalhadores.

Acresce que, a nível dos Recursos Humanos, mais do que pensar nas razões do passado, importa orientar os processos de gestão para o futuro, especialmente quando se aproxima um novo ano. A decisão não é sobre quem dispensar mas sim, para quem conservar e em que condições, de forma a garantir resposta à situação de crise e a sobrevivência para além dela. Compete aos Recursos Humanos, neste contexto, demonstrar o potencial e valor do capital humano da organização e adoptar novos processos para a sua optimização.

Continua em: Negócios (Valorizar o Capital Humano em 2011)
por: Claudia Torres
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