| Portugal é hoje uma coutada política |
Ontem em conversa com um velho dirigente político, homem que deu tudo em defesa de algumas das causas mais nobres, que se viveram depois de abril de 74, este dizia-nos que Portugal é neste momento, uma "coutada política, dirigida por uma ditadura cínica e disfarçada de avozinha".Uma declaração desta natureza, feita numa sala em ambiente de conversa política, pode parecer extremista ou até mesmo demagógica. Mas se nos detivermos por alguns momentos, a reflectir sobre estas palavras, enquanto abrimos as páginas de um qualquer jornal diário, facilmente concluímos, que afinal o nosso amigo, tem toda a razão, confrontados com a realidade em que se transformou este país. Senão vejamos. Portugal neste momento navega a dois tempos. O do poder, aquele que distribui previlégios, dita leis e marca a agenda, capitaneado por por José Sócrates, Silva Pereira, Vieira da Silva e mais dois ou três, que fazem o que muito bem lhes saí da gana, já não se peocupando sequer em disfarçar e que tem sempre desculpa para tudo, enquanto exaltam uma super inteligência, cujos resultados estão à vista. O segundo grupo, aquele que vive ao ritmo da dúvida e do desespero, que é constituido pelo cidadão anónimo, pelo homem da rua, pelo pequeno empresario, pelo trabalhador, pelo reformado, pelo desempregado, por todos aqueles que apesar de serem maioria, são o principal alvo, o "blanco" do divertimento, configurado nos abusos dessa elite, que continua confortavelmente instalada, nos reservados do poder. Este segundo grupo, sem meios para travar injustiças, sem representação digna e capaz, que esbarra sucessivamente nessa muralha autista e insensível, que habita lá para os lados de S.Bento, sente-se completamente perdido, desorientado e desmotivado, ao ser confrontado a diário, com exemplos da pior espécie, indignos de uma sociedade moderna e dita democrática. Isto a propósito dessa notícia que tem feito manchete, relatando o "despilfarro" que se vive no Instituto da Segurança Social, apenas um exemplo, cujos dirigentes, às ordens do actual poder e num dos momentos mais agudos da crise que nos afecta, reduzem os prémios de desempenho aos trabalhadores, para se premiarem a eles próprios, num gesto característico de gente sem ponta de ética, de dignidade, sem um pingo de vergonha naquela mechorra. Num cenário em que se recorre ao corte de salários a funcionários, ao aumentar de impostos, ao atropelo de compromissos assumidos em folha de contrato, enquanto o desemprego cresce de forma alucinante, a pobreza atinge níveis nunca vistos e o país precisa urgentemente de acertar as suas contas, "COM O ESFORÇO DE TODOS", os dirigentes e detentores de cargos públicos, são premiados salarialmente, com o argumento de que deram lucro. Duas perguntas: - Não era essa a sua missão? - Não são esses dirigentes, cidadãos de um mesmo país? Afinal, o nosso velho amigo tem mesmo toda a razão. Portugal é hoje "UMA COUTADA POLÍTICA, DIRIGIDA POR UMA DITADURA CÍNICA E DISFARÇADA DE AVOZINHA". Carlos Santos ASP/Vigilante
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Comentários
se for como eu sou tudo bem
voto desde as primeiras eleiçôes e voto sempre no mesmo que é da minha classe operária para bom entendedor já vê que lado sou ponta esquerda
Ainda bem que não é ruidoso, mas se reparar o seu comentário foi publicado no poste onde o inseriu, ou seja na notícia abaixo deste artigo (Exibiçção de "O Vigilante" em Fmalicão).
Já agora respondo-lhe pelo Carlos Santos que está ausente, ele pode ser tudo,mas do PSD é que nunca foi, garanto-lhe.
Cpmts e volte sempre, gostamosde o ter por cá.
Vigilnet
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