O cravo é o símbolo do 25 de Abril
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FracoBom 
Domingo, 24 Abril 2011 22:27
cravos_de_abrilPor estes dias, a flor que representa a liberdade conquistada numa madrugada de esperança, no longínquo 25 de Abril de 1974, deveria invadir as ruas deste país, no seu tom vermelho vivo, a côr dos cravos viçosos, que a florista colocou nos canos das espingardas dos soldados que fizeram a revolução, imbuidos no sonho de um Portugal, com um futuro mais justo e democrático.

Desgraçadamente, aqueles a quem foi atribuida a responsabilidade de conduzir o nosso destino até aos dias de hoje, a única coisa que souberam fazer, foi aproveitarem-se da coragem dos homens de abril e da boa fé de um povo, para encherem os bolsos, hipotecando o futuro de uma nação.

Portugal é hoje uma terra sem o brilho anímico e sem o viço dos cravos, pela mão dos agiotas rotulados de politicos, norteados pela ganância pessoal,  que nos arrastou a um estado quase terminal, onde as assimetrias marcam mais do que nunca, a desesperança e a incerteza submergem um povo, cujo único crime que cometeu, foi acreditar em "cantadores de lábia fácil e escorreita," senhores de um ardiloso jogo de mentira, mestres na arte do engano e da falsidade.

Mas apesar da dor e do sofrimento que nos está prometido, das sacanagens e dos  dislates propiciados pelos actuais coveiros do Portugal de Abril, a esperança ainda lateja, não morreu completamente, como povo vamos saber resistir, porque já o demonstramos em passados que não são assim tão longínquos e quando chegar o momento, saberemos ser capazes de nos libertar destes Miguéis de Vasconcelos, a versão II, dos traidores de uma nação.

Por isso e por estes dias, os cravos querem-se vermelhos, exactamente da côr daqueles que a florista colocou nos canos das espingardas, dos soldados que faziam a revolução em Abril, porque a esperança de liberdade mantêm-se viva, o desejo de justiça inquebrável e a luta pela dignidade como povo, continua bem latente, no coração de cada português.

C.S.
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