1º de Maio: Dia do Trabalhador
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FracoBom 
Domingo, 01 Maio 2011 16:32

ugt-cgtpO Dia do Trabalhador é hoje assinalado por todo o mundo, com manifestações, encontros e debates, por iniciativa dos trabalhadores, elemento essencial no desenvolvimento das economias, apesar do ataque de que estas estão a ser alvo, por parte dos lacaios da especulação e dos seus patrões, os donos do capital, que cada vez mais, "limpam as beiças" ansiosos por ditar a lei no mundo.

Neste dia existem mais do que nunca motivos, para perguntar a esses maiorais, até onde querem chegar. Se pensam continuar a enriquecer destruindo completamente as organizaçãões do trabalho e criar um mundo completamente enquinado, falseado, baseado num genero de exploração, semelhante à praticada nas origens da era industrial, com o trabalho escravo a ser a principal fonte de engorda, dos cofres mais do que secretos.

Aproximam-se tempos muito difíceis, tempos que anunciam que as filas do desemprego superarão em número, aqueles que ainda asseguram algum trabalho. Tempos imprevisíveis, que não temos dúvidas, serão dominados por problemas sociais gravíssimos, detonadores de acções extremas e radicais, com a grande maioria das famílias a serem levadas a situações limite.

Em Portugal, as centrais sindicais estão de pés e mãos completamente atados, obrigados a ter de suportar as imposições das tróikas que à custa de um empréstimo, ditam as futuras politicas governamentais, impondo a sua própria lei, seja qual fôr o governo que saír das próximas eleições.

Daí a importância dos apelos que as Centrais dirigem hoje aos trabalhadores em geral, numa tentativa de mobilização, não só em defesa do trabalho, mas também contra a mais do que provável liquidação do Estado social, que nunca esteve tão em causa.

Mas voltando à data, no ar fica uma interrogação... por quanto tempo resistirão as comemorações do 1º de Maio? Por muito mais tempo, sempre e quando sejamos capazes de continuar a defender o movimento sindical, em defesa do emprego, da contratação colectiva, de salários dignos e do Estado Social

Mais do que nunca, a situação para que estão a empurrar os trabalhadores, impõe que nos mobilizemos, que lutemos com toda a força e energia na defesa deste dia, não só por cada um de nós, mas sobretudo pelo futuro dos nossos filhos, cujo amanhã, nunca foi tão incerto e preocupante.

C.S.

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