Oportunismo político de Angela Merkel
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FracoBom 
Quarta, 18 Maio 2011 18:23
a_e_s_250Angela Merkel está debaixo de fogo no seu próprio país, devido às declarações infelizes que proferiu num dos seus recentes comícios, usando os países do sul da europa, entre os quais portugal, para aquecer a plateia e tocar os corações de muitos saudosistas da supremacia ariana, havendo quem afirme, que "ela atiça ressentimentos antieuropeus".

Por parte dos chamados países do sul, quase que nem é preciso afinar respostas, tal foi a ressonância que as declarações desta dona de casa, tiveram no seu próprio país, vindas de algumas vozes do bom senso germanico, que não esitaram em contrapor, declarando que a senhora prefere apostar no "populismo grosseiro e na manipulação das massas, por ser incapaz de argumentos mais sérios e politicamente responsáveis"

Angela Merkel já está para lá dos limites da demagogia, sendo evidente que à semelhança dos amigos do sul, ela só está interessada na recolha dos aplausos das suas plateias domésticas, garantindo desse modo a sua propria sobrevivência política, nem que para isso tenha de "atiçar os cães, em vez de assumir de uma vez por todas, o sentido de uma Europa democratica e solidária".

Claro que por cá as declarações da primeira "dona de casa" alemã, tiveram logo apoiantes e seguidores a manifestarem opiniões de opereta, havendo mesmo quem já tenha no dia de hoje, sugerido cortes e alterações aos 25 dias de ferias concedidos em portugal, numa demonstração do mais rasca e ordinário oportunismo, como se essa fosse a principal razão, para o estado deplorável a que este país chegou, economicamente.

O presidente da Confederação da Indústria Portuguesa, por exemplo, um dos gurus da exploração do trabalho em portugal, não perdeu tempo e veio logo a correr, declarar publicamente que os trabalhadores portugueses, devem voltar a ter 22 dias de férias como forma de diminuir o custo unitário do trabalho e aumentar a competitividade, como se esse tivesse sido até aos dias de hoje, o óbice maior para o vergonhoso enriquecimento dos seus accionistas.

Como salientou e muito bem o dirigente do SPD alemão, Sigmar Gabriel, a crise na europa do sul não é causada por reformados, pensionistas ou assalariados e as suas férias anuais, mas sim pelos especuladores das bolsas e dos bancos de investimento, precisamente aqueles que segundo o mesmo dirigente, se pretende deixar impunes.

Diz aquele dirigente que a prova disso mesmo, está na resistência da senhora Merkel e dos seus apaniguados, incluindo alguns dirigentes portugueses, que pensam em tudo o que ataca ou reduz o nível de vida do trabalhador, mas resistem tenazmente, à introdução de um imposto sobre as transações financeiras, já não disfarçando sequer, que estão ao serviço dos respectivos mandarins.

C.S.
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