| O ataque da Prestibel ao ACT |
O argumento que a administração da Prestibel utiliza, no comunicado que enviou aos trabalhadores, para justificar o atraso no pagamento dos salários do mês passado, é no mínimo tão ridícula, quanto diz bem do estilo e da classe dos gestores da empresa, que perante uma inspecção legal e perfeitamente justificada, a melhor resposta que encontraram, foi atacar, jogando com os trabalhadores, numa clara tentativa de condicionar a acção do próprio ACT.Que genero de empresa é esta, que atrasa os pagamentos ao seu pessoal, argumentando que essa situação foi devida ao "volume de trabalho burocrático para cumprir as exigências do ACT [Autoridade para as Condições no Trabalho]?" À partida, se o ACT como entidade reguladora, se decidiu a inspecionar entre 13 e 20 de Junho, os 43 postos em que a empresa presta serviço, é porque tinha razões mais do que suficientes, para uma acção dessa natureza, porque pela experiência que temos no sector e na actualidade, devido aos condicionalismos existentes na própria instituição, o ACT só intervém massivamente sobre uma única empresa, quando existem razões obvias para tal. A acusação feita pela administração da empresa ao ACT, de "prejudicar objectivamente os trabalhadores, intencionalmente ou por mera descoordenação", configura uma tentativa de pressão e condicionamento sobre uma instituição, cujo papel é precisamente esse, o de controlar e inspeccionar em qualquer tempo, ou a qualquer hora, competindo à empresa responder em tempo útil, sem procurar justificações que tocando as raias do absurdo, dizem bem da filosofia empresarial dos gestores em causa, tanto mais que faltavam 10 dias para o final do mês, tempo mais do que suficiente, para organizar os salários de 3.000 trabalhadores. Cumpram os gestores da Prestibel ou de qualquer outra empresa, as exigências legais, no que respeita entre outros à sua responsabilidade para com os trabalhadores, que com o seu labor diário lhes proporcionam vidas principescas e de certeza, que não serão sujeitos às denúncias dos funcionários e sindicatos ou alvo de inspecções massivas por parte do ACT, a quem saudamos desde esta tribuna, porque finalmente parece que saíu à rua, só lamentando que não o faça muito mais vezes e em muitas outras empresas do sector, onde se continua a praticar a mais ignóbil exploração laboral, nestes tempos de retrocesso aos anos da escravatura humana. Carlos Santos Vigilante
|
Comentários
Se os gestores da prestibel comecassem a levar com cartas de rescisão vossas alegando justa causa (falta de pagamento) e comecassem a perder os clientes por não terem mao de obra pa trabalhar, acreditem que a coisa mudava de figura. mas como os vigilantes são carne pa canhão e mamam tudo a coisa vai acabar no esquecimento.
Empresas de segurança a recrutar é o que não falta para aí...
Pelo menos escrevam uma carta a direcção e avisem-nos de que isso não volte a acontecer!
Cambada de corruptos, querem é aproveitar para deixar o dinheiro no banco a render juros enquantos os trabalhadores que se lixem.
Subscreva o RSS dos comentários