| Realidades na Segurança Privada |
Para começar, o maior problema da segurança privada são as firmas que operam à margem da lei (não pagam como deviam, etc). A existência destas, leva a concorrência a ter que competir por margens cada vez mais pequenas nos concursos para os clientes, que leva as outras empresas (as que até tentam cumprir) a usar práticas menos ortodoxas nos horários de trabalho, pagamentos de horas, etc. E aqui começa o ciclo vicioso em que estamos metidos. O segundo maior problema (na minha opinião) é a indefinição da actividade do vigilante, ou seja, há vigilantes a carregar bilhas do gás nos supermercados AC Santos, a fazer reposição nos Pingos Doces, e outros a realizar dezenas de actividades (eu incluído), que merecem todo o respeito, mas que não têm nada a ver com a nossa profissão. As empresas fecham os olhos a isto porque não querem perder contratos (lá está outra vez a mesma história da concorrência desleal, se o mercado não estivesse tão anarquizado as empresas poderiam todas dizer “nós isso não fazemos”). A PSP que está nos Pingos Doces não faz reposição. Então porque que nós fazemos? O terceiro e não menos importante, é a falta de formação e o amadorismo da classe. Esta ideia pode ser controversa mas a classe só tem duas hipóteses, ou evolui e se profissionaliza, ou então continuamos com o estereótipo do vigilante gordo e burro que nem uma porta e com as consequências que daí advêm. Há colegas meus de cliente, em portarias com atendimento ao público que não serviam para guardar cemitérios à noite, pessoas a dar registos em computador que nem num rato sabem mexer, pessoas a trabalhar em portarias com atendimento a visitas internacionais que nem português sabem falar decentemente. Enquanto isto acontecer, é lógico que a classe não vai andar para a frente. Não existem soluções imediatas para isto, as empresas não dão formação adequada a cada cliente (informática, inglês técnico, etc), há colegas que estão bem como estão e não vão (nem querem) mudar, o código do trabalho ainda não é flexível para as questões da inadaptação tecnológica, os próprios clientes querem pagar pouco (voltamos ao problema da concorrência) e sabem que não podem pedir mais, etc. Quarta razão, a politica de recursos humanos. Na empresa em que eu trabalho há quase 5 anos já vi de tudo, vigilantes com cursos de informática (programação, harware, software, etc) a fazer rondas na rua e vigilantes que pensam que o rato do computador morde, a trabalhar em portarias com exigência informática, licenciados em letras a trabalhar em “buracos” e pessoas semi-analfabetas a fazer atendimentos ditos “VIP”…enfim, quase que dava para escrever um livro. Quinta e ultima razão, a progressão e a carreira. Ganhamos todos o mesmo, trabalhemos muito ou pouco, sejamos os melhores ou os piores, consigamos ou não cumprir os mínimos, o salário é sempre o mesmo. A progressão está reservada para um tipo de pessoas que, por norma, não sobe pela sua competência, para além de que, hoje em dia as empresas já nem dão a categoria profissional, limita-se a dar responsabilidade e a pagar prémios. Com circunstâncias destas, como é que pode haver motivação? Este é só um pequeno desabafo. GGomes Vigilante
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Comentários
de gentuça que só a puxar brilho aos patrões/chefes/superiores é que estão bem.Poderiam simplesmente dedicarem-se a desempenhar e melhorar/desenvolver as suas sfunções sem estarem a degradar e extinguir outros postos de trabalhos?E depois queixam-se que recebem pouco e têm de fazer de tudo...!Estúpidos otários que não sabem se têm mãe...!
Assim que,G.G.,o problema é genérico PORTUGUÊS! ONDE ESTAMOS SÒ SABEMOS FODER/ESTRAGAR!!!Somo s tugas de m...
Um gr. abraço a quem consegue e tenta manter postura digna!
Com pouca palavras te digo.
100% de razao que tens.
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