A MULHER NA SEGURANÇA PRIVADA
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FracoBom 
Terça, 23 Setembro 2008 11:40
GANHA POSICIONAMENTO, ACTUA É RESPEITADA

vigilanciando.pngO mercado da segurança privada ganha cada vez mais expressão ao nível internacional e portugal apesar da sua dimensão não foge à regra, com o sector a crescer e as particularidades do serviço a serem cada vez mais diferenciadas, fruto da complexidade social em que a sociedade se transformou.
Nessa perspectiva, a mulher ganha também um lugar de destaque, num sector que tradicionalmente empregava somente homens, sendo raros os vigilantes do sexo feminino, presentes apenas em locais específicos, de menor risco e quase sempre no período diurno, como é o caso das recepções, escritórios, edifícios ou outros.

No entanto a mulher tem estado a reforçar o seu posicionamento no sector da segurança privada, evidenciado fortes capacidades para o desempenho da profissão, com a vantagem de possuir características,  que associadas aos aspectos técnicos, resultam em desempenhos que já são alvo de preferência, por parte de clientes mais esclarecidos.

A mulher sente-se hoje, capaz de ombrear com o seus companheiros do sexo masculino, ocupando posições de responsabilidade e até mesmo de risco mais agravado, em locais indiferenciados, sem qualquer tipo de empena, impedimento fisico ou psicológico, integrando escalas rotativas de 24 horas, com os melhores resultados.

Em países como o Brasil por exemplo e referindo-nos somente à cidade de S. Paulo, que detem um efectivo global de cerca de 70.000 vigilantes, somente 5% são mulheres, mas dessa percentagem, uma parte, que apesar de não ser muito significativa, já detem cargos de chefia e responsabilidade acrescida ao nível da formação, treino, chefia de grupos, supervisão e hà mesmo Chefes de Operações, no comando de efectivos importantes.

É obvio que em portugal as coisas ainda não se aproximam sequer, não tem nada parecido, mas é interessante perceber, que apesar da nossa reduzida dimensão e efectivo global comparado, que a mulher pode ter um papel fundamental como profissional num sector que alarga cada vez mais as suas áreas de intervenção, nas quais, existem posições em que a presença de uma vigilante facilita, provoca menos constragimentos no utente do serviço, como é o caso das revistas ou controlo de bagagens, por exemplo.
 
Esta semana, estivemos cerca de uma hora num determinado local, cujos acessos eram controlados por vigilantes de uma empresa nacional. Durante esse tempo, observamos o desempenho dos seis profissionais que ali se encontravam a trabalhar no mesmo ponto de controlo, munidos de sistema de rádio com auricular e stick detector de metais, todos muito empenhados, com óptima postura e atitude, a funcionar em perfeita sintonia.

Desse grupo de seis profissionaiss, três eram mulheres, dessas, duas tinham talvez a tarefa mais complicada no contacto, controlo e selecção de acessos do público a determinado espaço, a terceira era a Chefe de grupo, circulava entre as cinco posições e resolvia as questões que sugiam, com uma eficiência e profissionalismo que nos agradou bastante.

Durante a hora em que fomos obrigados a manter-nos nesse local, por razões de ordem particular, não conseguimos descortinar, qualquer situação que justificasse o mínimo reparo, nem quando duas utentes mais dispostas a entrar em conflito com um dos vigilantes, numa tentativa de afectar o ambiente no espaço, conseguiram obter algum sucesso.

A ocorrência foi solucionada sem que os restantes utentes se apercebessem sequer do que estava a acontecer, tendo a Chefe de Grupo actuado com o  maior descernimento, conseguindo retirar do local as duas utentes, dirigindo-as para uma sala ao lado, onde a ocorrência foi esclarecida e resolvida, sob a condução da Chefe de Grupo, uma mulher, cuja capacidade de diálogo e comando ali foi posta à prova, usando apenas da necessária objectividade e competência profissional.

Ficamos entusiasmados com o que assistimos, sentimos que este sector tem meios humanos com potencialidades para abarcar maiores responsabilidades, incluindo a participação da mulher, um elemento importante e que cada vez mais, ganha maior relevância no nosso ainda curto, contexto profissional.
Carlos Santos/Admin Share
 

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