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GANHA POSICIONAMENTO, ACTUA É RESPEITADA
O mercado da segurança privada ganha cada vez mais expressão ao nível internacional e portugal apesar da sua dimensão não foge à regra, com o sector a crescer e as particularidades do serviço a serem cada vez mais diferenciadas, fruto da complexidade social em que a sociedade se transformou.
Nessa
perspectiva, a mulher ganha também um lugar de destaque, num sector que
tradicionalmente empregava somente homens, sendo raros os vigilantes do
sexo feminino, presentes apenas em locais específicos, de menor risco e
quase sempre no período diurno, como é o caso das recepções,
escritórios, edifícios ou outros.
No entanto a mulher tem estado a reforçar o seu posicionamento no
sector da segurança privada, evidenciado fortes capacidades para o
desempenho da profissão, com a vantagem de possuir características,
que associadas aos aspectos técnicos, resultam em desempenhos que já
são alvo de preferência, por parte de clientes mais esclarecidos.
A mulher sente-se hoje, capaz de ombrear com o seus companheiros do
sexo masculino, ocupando posições de responsabilidade e até mesmo de
risco mais agravado, em locais indiferenciados, sem qualquer tipo de
empena, impedimento fisico ou psicológico, integrando escalas rotativas
de 24 horas, com os melhores resultados.
Em países como o Brasil por exemplo e referindo-nos somente à cidade de
S. Paulo, que detem um efectivo global de cerca de 70.000 vigilantes,
somente 5% são mulheres, mas dessa percentagem, uma parte, que apesar
de não ser muito significativa, já detem cargos de chefia e
responsabilidade acrescida ao nível da formação, treino, chefia de
grupos, supervisão e hà mesmo Chefes de Operações, no comando de
efectivos importantes.
É obvio que em portugal as coisas ainda não se aproximam sequer, não
tem nada parecido, mas é interessante perceber, que apesar da nossa
reduzida dimensão e efectivo global comparado, que a mulher pode ter um
papel fundamental como profissional num sector que alarga cada vez mais
as suas áreas de intervenção, nas quais, existem posições em que a
presença de uma vigilante facilita, provoca menos constragimentos no
utente do serviço, como é o caso das revistas ou controlo de bagagens,
por exemplo.
Esta
semana, estivemos cerca de uma hora num determinado local, cujos
acessos eram controlados por vigilantes de uma empresa nacional.
Durante esse tempo, observamos o desempenho dos seis profissionais que
ali se encontravam a trabalhar no mesmo ponto de controlo, munidos de
sistema de rádio com auricular e stick detector de metais, todos muito
empenhados, com óptima postura e atitude, a funcionar em perfeita
sintonia.
Desse grupo de seis profissionaiss, três eram mulheres, dessas, duas
tinham talvez a tarefa mais complicada no contacto, controlo e selecção
de acessos do público a determinado espaço, a terceira era a Chefe de
grupo, circulava entre as cinco posições e resolvia as questões que
sugiam, com uma eficiência e profissionalismo que nos agradou bastante.
Durante a hora em que fomos obrigados a manter-nos nesse local, por
razões de ordem particular, não conseguimos descortinar, qualquer
situação que justificasse o mínimo reparo, nem quando duas utentes mais
dispostas a entrar em conflito com um dos vigilantes, numa tentativa de
afectar o ambiente no espaço, conseguiram obter algum sucesso.
A ocorrência foi solucionada sem que os restantes utentes se
apercebessem sequer do que estava a acontecer, tendo a Chefe de Grupo
actuado com o maior descernimento, conseguindo retirar do local as
duas utentes, dirigindo-as para uma sala ao lado, onde a ocorrência foi
esclarecida e resolvida, sob a condução da Chefe de Grupo, uma mulher,
cuja capacidade de diálogo e comando ali foi posta à prova, usando
apenas da necessária objectividade e competência profissional.
Ficamos entusiasmados com o que assistimos, sentimos que este
sector tem meios humanos com potencialidades para abarcar maiores
responsabilidades, incluindo a participação da mulher, um elemento
importante e que cada vez mais, ganha maior relevância no nosso ainda
curto, contexto profissional.
Carlos Santos/Admin
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