| SECTOR DA VIGILÂNCIA |
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REPRESENTANTES, ALGUÉM OS VIU POR AÍ?
Quando já está montado o cenário de total atropelo aos direitos laborais, com os maiores prejuízos para os trabalhadores, veêm-se as representações dos vários sectores a virem para a rua, devido por um lado às alterações suscitadas no código do trabalho e por outro à crise que chegou e está aí para nos afogar a seco, sem dó nem piedade.
Entretanto
no sector da segurança privada, reina a mais completa tranquilidade,
está tudo em paz, na chamada paz do senhor e do diabo também...
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Aqueles que habitualmente se anunciam como únicos representantes dos trabalhadores da segurança privada, depois de tratarem de transfomar em vitalícia a sua posiçãozinha nos respectivos sindicados, esqueceram por completo os profissionais que dizem defender e que os ajudaram e eleger de forma duvidosa, mas foram eleitos. Veja-se o caso do STAD, que se arroga como principal entidade sindical, representante do sector da vigilância. Visite-se a página daquele sindicato e o que é que se vê? Limpeza, limpeza, depois ainda mais limpeza, ou seja, é uma limpeza. Existem depois inúmeros outros sindicatos, que não tendo a ver directamente, nem se arrogando de representantes exclusivos, tem filiados nas suas listas, milhares de vigilantes, disponibilizando-se para os apoiar no momento de resolver situações mais complicadas, mas apenas isso, o que já não é pouco. Mas quando se fala em pugnar pela defesa dos interesses dos profissionais da segurança privada, dos chamados vigilantes, aqueles que normalmente estão sozinhos, a tomar conta do estaleiro, da instalação industrial, do gabinete do senhor administrador, não se vê nada de nada, nem ao longe, porque efectivamente ao perto, é um vazio completo. Verifica-se uma total ausência de verdadeiras propostas, intervenções que contrariem o avanço dos desmandos da mais diversa ordem e defendam a melhoria das condições salarias e socias dos profissionais do sector, que façam alguma coisa de útil e que se veja, a bem dos profissionais. O marasmo é total, o deserto domina completamente idéias e acções, que travem não só os atentados contra uma boa parte dos profissionais deste sector, que já então de novo a ser alvo de todo o tipo de atríbios. Precisamos urgentemente, de quem denuncie publicamente as carências do sector, precisamos de alguém que venha para a rua, alertar a opinião pública, que explique a importância dos profissionais que diáriamente se encontram espalhados por todo o país, num número total que já ascende a mais de 50.000. É urgente tirar do caminho aqueles que só se veêm, quando se fala em bombas de gasolina, distribuindo comunicados insignificantes ou declarações de ocasião, a dizer que não, ou quando se fala em armas de defesa não letais, o mesmo, também não pode ser, dizem, o sector não está preparado, mas e depois? o que é que fazem para que o sector se prepare? deixem-me adivinhar... nada de nada. Para cúmulo, quando aparece alguém a tentar fazer alguma coisa, no sentido de o dinamizar, levar o sector a partir para a luta, igual de igual, também não, porque são uns aproveitadores, porque não sabem do que falam, porque não tem autoridade, etc. etc. etc. Mas afinal, quem é que tem autoridade neste país para defender os interesses dos trabalhadores da segurança privada? Os sindicatos detêm-na por força da lei, mas nada fazem, são completamente inúteis, já existe uma associação, mas que ainda é demasiado jovem e aguarda pelo necessário reconhecimento do estado, não tendo dado até ao momento sinais indiciadores da sua verdadeira rota de navegação, enquanto isso, as associações patronais ganham cada vez mais força e capacidade de lobbing, manobram a sua vontade e o próprio estado, que também lhe convém este marasmo completo, mantem-se impávido e sereno, porque chatices já tem muitas. Será que como profissionais de um sector, cuja grandeza cresce exponencialmente mês a mês, sendo uma das áreas laborais que maior crescimento tem tido, devido à conjuntura proporcinada pela expansão da criminalidade, será que temos de continuar a ser vítimas deste arrepiante vazio, no que à defesa dos nossos interesses profissionais tem a vêr? Só para rematar... se o ano de 2008 foi mau para nós, difícil, complicado, de inúmeras carências, o de 2009 ainda vai ser pior, porque a melhoria de condições e os aumentos que vamos ter, são exactamente ao nível da classe dos nossos representantes ditos legais, "ridículos, miseráveis"
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