| Morte na Casa Pia - Responsabilização |
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É MAI FÁCIL CULPAR A SEGURANÇA PRIVADA
Apesar dos lamentos já proferidos na comunicação social, nem o Ministro da Solidariedade Social, nem os actuais gestores da Casa Pia, podem eximir-se das suas próprias responsabilidades, na morte do jovem que ontem aconteceu, num dos colégios daquela instituição em Lisboa.Tratando-se de uma instalação problemática, por razões que todos conhecemos, não é com um único vigilante de serviço à entrada da instalação, que se controla uma situação mais invulgar em termos de violência, porque a capacidade interventiva desse homem, é completamente anulada, quando lhe surge pela frente, um grupo desvairado e inconscientemente, disposto a tudo.
Mas
desgraçadamente ainda continuamos a ter responsáveis nestas
instituições, pessoas cuja noção de segurança nem sequer toca o mais
básico, por ser completamente nula. Quantas vezes não se ouve da
parte destes, frases do tipo: está lá o vigilante ele que resolva, é para isso que lhes pagamos.
E a comprova-lo está aí precisamente, a forma ligeira e simplista, como a direcção da referida instalação, ontem, depois do trágico incidente, tentou eximir-se das suas próprias responsabilidades, ao afirmar à comunicação social "que o grupo chegou, forçando os portões e a segurança privada". É obvio que para quem não sabe nada de nada sobre segurança, para quem quando lança um concurso, só está preocupado com o factor preço, para alguém que numa instituição daquela natureza não pensou em contratar um profissional com formação e conhecimentos, capaz de planificar e organizar o serviço de segurança, numa instalação especialmente problemática, é fácil escamutear as suas próprias responsabilidades, atirando para as bordas, numa tentativa desesperada de lavar a cara. Não vamos sequer entrar por áreas que não nos competem, como o são por exemplo o papel desses responsáveis, no tratamento da violência interna, no atalhar preventivo dos conflitos com o exterior, na implementação de sistemas, medidas e soluções, que contrariem o estado de conflito latente, existente nestas instalações, porque pelo que sabemos, não é ao vigilante que compete trabalhar a área pedagógica e social dos internos. Poupem-nos tanta imbecilidade, porque até vos fica mal, assinarem respostas tão esfarrapadas, para situações que hà muito deveriam ter sido tratadas com o maior cuidado. e ao nível interno da instituição.
E já
agora, repensem toda a segurança no âmbito da instituição, contratem um
profissional capaz de avaliar, organizar e gerir o plano segurança das
diversas instalações, porque todas elas exigem atenções específicas,
como está bom de ver e deixem-se de hábitos já mais que caducos, que é
atirar com a culpas, para o elo mais fraco do sistema.
Carlos Santos/admin
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