| O Estado é um péssimo pagador! |
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| Quinta, 28 Janeiro 2010 18:47 | |||
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 A empresa que até ao momento ainda não identificamos, continua a aguardar que o municÃpio de Santarém liquide os 50 mil euros relativos aos serviços prestados, uma vez que segundo aquele semanário, o futuro da referida empresa estará em risco, se tal não se verificar com brevidade. Para o autor da crónica do Mirante, o "Cavaleiro Andante" que intitula a mesma de "SEGURANÇA DESCUIDADA" cabia à referida empresa de segurança, a responsabilidade de se ter informado previamente, das dificuldades de tesouraria que aquela câmara enfrenta e a partir dessa informação, avaliar os riscos que corria, ao prestar o serviço em causa, desconhecendo o referido autor, que esse contrato apesar de problemático na hora da cobrança, pode ser muito importante no resultado global da mesma empresa.  Na nossa perspectiva, o autor da notÃcia estará a avaliar toda a questão em termos de mercado primário, tipo compra e paga, como se faz no quiosque de jornais o que deveria obviamente acontecer no mercado em geral, mas também desconhece certamente o cronista, a natureza dos meandros das tesourarias dos serviços do Estado, que salvo rarÃssimas excepções, são na sua grande maioria, muito pouco rigorosas no cumprimento dos prazos de pagamento.  No que se refere especificamente à segurança privada, porque é dessa que falamos, acontece que a Câmara aludida não é única, a obrigar o fornecedor a um esforço que pode ser muito complicado, pois todos sabemos que a norma generalizada na maioria dos municÃpios deste paÃs, é esquecerem-se das facturas da empresa de segurança, cujos prazos já foram todos vencidos, porque as ditas, ganham morada nas profundezas das gavetas das suas tesourarias.  Mas essa nem sequer é novidade para ninguém, desgraçadamente o Estado que deveria ser o primeiro a dar os melhores exemplos, é precisamente o maior prevaricador, indiferente à s dificuldades das empresas, não perdoando na hora de receber, mas esquecendo os seus compromissos, até limites e prazos absolutamente incomportáveis, para quem tem de cumprir rigorosamente, nas liquidações à fazenda pública.  Estamos perante um dos principais motivos que origina algumas das situações de desespero que aqui tem sido denunciadas, porque se reflectem depois na gestão corrente das empresas de segurança, sobretudo quando a gestão é questionável, incapaz de gerir o principal custo de produção, que são os salários, colocados quase sempre em risco, pelos crónicos défices de tesouraria.  Todos somos conhecedores das mais diversas práticas de gestão danosa, em algumas empresas, cujos dinheiros são desbaratados na aquisição de bens de objectivo duvidoso, no âmbito das suas necessidades operacionais, ou pura e simplesmente evaporam-se como se lhes tivesse dado um ar, pela mão de gestores indiferentes à s responsabilidades.  Mas estamos perfeitamente conscientes, pela experiência que temos no sector, que se o Estado cumprisse os prazos que acorda nos contratos de aquisição, terÃamos muito menos problemas, no cumprimento dos compromissos salariais por parte das empresas, para com os seus trabalhadores, precisamente aqueles que não metem estopa na gestão de tesouraria, ou tem a ver, com o facto do Estado ser um péssimo pagador.  O Vigilante trabalhou, tem compromissos pessoais a respeitar, quer e deve receber porque desse princÃpio depende quase sempre, a sua estabilidade emocional, familiar e obviamente, a qualidade do serviço que presta, que é afectada, porque este passa o dia a pensar na desculpa que vai dar ao senhorio, pelo segundo ou terceiro mês consecutivo, ou aos filhos, na hora de se sentarem todos à mesa.
Carlos Moreira Profissional de Segurança Privada Share
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