| A "Delinquência" condiciona a Liberdade |
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| Domingo, 14 Fevereiro 2010 17:17 | |||
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 Apesar do esforço que os vários governos fazem para disfarçar essa realidade, procurando per si a nÃvel doméstico minimizar o seu impacto, afim de evitarem alarmismos maiores, é facto que a sociedade actual está confrontada com o drama de ver os seus cidadãos, transformados em prisioneiros do medo, cerceados na sua liberdade de estar ou movimentar, obrigados individual ou colectivamente, a estratégias de defesa pessoal ou familiar, que em alguns casos, quase rivalizam com os estrategas profissionais.  A situação já ultrapassa a capacidade de resposta das várias polÃcias, apesar do esforço que é feito para que os seus efectivos, sejam preparados para responder aos crescentes desafios que lhes são colocados, sobretudo ao nÃvel de áreas mais restritas, ruas, bairros e eventos, onde a imprevisibilidade é latente, ao serem confrontados, com actos de delinquência de diferentes nÃveis e gravidade, cujas consequências são sempre devastadoras, para os intervenientes.  O simples facto de cada cidadão por si, numa simples ida ao supermercado, se esforçar por andar mais atento, vigilante, adoptando estratégias e hábitos de prevenção, no sentido da sua defesa pessoal, familiar ou dos bens que detém, consciente dos riscos a que está sujeito, é perturbador e consequente, para a sua sanidade mental.  É obvio que esse estado de espÃrito, esse alarme crescente alicerçado na informação que nos chega a todo o minuto, tem os seus custos ao nÃvel dos comportamentos, transformando pessoas pacÃficos em quadros de guerra, preparados para o confronto, para o choque, para o ataque, na perspectiva da sua própria defesa.  É inegável que este é um sentimento que já atinge em certos núcleos e indivÃduos, um autêntico estado de paranóia, o que é preocupante, porque acentua a probalidade de generalizar a latência do incidente, ao mais pequeno click, cabendo ainda assim a cada um de nós, fazer um esforço, por reduzir essa perspectiva, recusando sermos listados como a próxima vÃtima, começando pelo nosso próprio comportamento cÃvico.  Este é um tema que também é nosso, que tem a ver com cada um de nós, porque nos atinge indiscriminadamente, não é somente uma responsabilidade dos governos, da sua capacidade para avaliar, das suas iniciativas e da sua disponibilidade, para enfrentar essa realidade e trabalhar a solução com coerência e realismo.  Afinal, fomos todos nós que contribuÃmos para engordar o monstro que agora enfrentamos, quando preferimos os caminhos da facilidade, empunhando as bandeiras de indiferença e assistindo impávidos, ao degradar de núcleos da vizinhança, nada fazendo por participarmos mais ou menos activamente, na construção de um futuro mais justo para todos.  Como dizia o velho tabelião, "quando se faz uma despesa e não se paga logo, tarde ou cedo a factura chega sempre", daà ser tempo de deixar-mos de assobiar para o lado, monitorizando exclusivamente o nosso individualismo. Não estaremos a exagerar, se nos preocuparmos um pouco mais com o vizinho do lado, porque está visto do seu estado de saúde, também depende o nosso bem estar, já foi assim no passado, sê-lo-á muito mais no futuro..  Carlos Moreira Portal da Vigilância Share
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