| Cimeira da NATO um foco de violência anunciada |
Portugal vive no apogeu de uma das maiores crises de sempre, mas como parece não ser suficiente, para além dos problemas e contrariedades que temos de enfrentar no dia a dia por via da crise, ainda somos submetidos a mais um teste à nossa capacidade de resistência, com a realização da cimeira da NATO, um evento que vai transfigurar a cidade capital deste país e colocar à prova, os cidadãos residentes e trabalhadores na cidade de Lisboa.Estão a ser mobilizados todos os meios para reduzir os efeitos negativos, que o encontro dos principais líderes mundiais, previstos nesta cimeira, vão originar. Para já e pelas poucas informações disponíveis, como convém, estão destacados cerca de dez mil agentes polícias, PSP e GNR, mais os efectivos das diversas secretas e até as Forças Armadas estarão preparadas para entrar em cena. Agentes da policia de todo o País estão a ser treinados, para marcharem sobre Lisboa antes do início da cimeira. Agentes de vários serviços de informação (secretas) já estão no terreno às centenas com o apoio de outras secretas estrangeiras, a tentar localizar grupos ou organizações cujos planos de ataque aos diversos actos da cimeira, com consequências na ordem pública, já são conhecidos, por serem habituais. Um número não descriminado desses agentes, estarão a trabalhar no controlo de entradas e movimentos de pessoas, susceptíveis de pertencerem a grupos extremistas, actores do terrorismo, que virão dispostos a criar factos marcantes, cujas consequências são sempre imprevisíveis. Também as empresas de segurança privada estão a ser requisitadas, pelos clientes, para reforçar a presença nas áreas envolventes às zonas destinadas à cimeira, sobretudo nos locais onde prestam habitualmente serviço e não só, sem meios ou condições, vão reforçar novas posições no controlo de acessos, a instalações próximas desses locais, nas instalações situadas nas ruas e avenidas de passagem e alojamento das comitivas, sem terem sequer sido consideradas, ou tidas em conta, na grande planificação. No que às situações originadas pela realização da cimeira e que terão um peso considerável, na imagem de portugal, no mundo, prevê-se à semelhança do que tem acontecido noutras cidades onde este evento tem sido realizado, a chegada de elementos e grupos treinados, para actuarem na mobilização de manifestantes para a desobediência civil. Neste momento, a principal preocupação para a Polícia chama-se Black Block, a facção mais violenta entre os anarquistas, reconheciveis por se vestirem de negro e que habitualmente estão associados aos actos mais graves de violência e vandalismo, provocando o confronto com as forças da ordem, atacando as instalações de ministérios, bancos e grandes empresas, deixando um cenário de destruição por onde passam. As manifestações organizadas, que deveriam acontecer sob o signo da espontaneidade, anti Nato, anti Crise, anti globalização e anti anti, a maioria sob estandartes pacifistas e até bem intencionadas, serão como é habitual, infiltradas por activistas de natureza violenta, degenerando facilmente em batalhas campais, em actos de vandalismo, com gravíssimas consequências para as instalações e bens, que se encontrem nos caminhos dos protestos. Em suma, a cimeira da NATO por muito importante que seja, para além dos milhões que nos custa e que não temos para pagar, é ainda, um preocupante foco de violência e desestabilização, que irá transfigurar a cidade de Lisboa, durante os dias agendados. Mais uma vez e com é habitual, a segurança privada, não foi tida nem achada na planificação das diversas forças presentes no terreno, por isso mesmo, caberá às chefias operacionais de cada empresa, a responsabilidade de prepararem mesmo que em termos básicos, os efectivos destacados, que actuam nos postos e áreas susceptíveis de serem afectadas, para que esses elementos saibam pelo menos quais os procedimentos básicos, na eventualidade de serem sujeitos a situações anómalas, ou confrontados com grupos de activistas que coloquem em risco, a integridade física das pessoas e dos locais. Vamos aguardar pelo dayafter da cimeira, na expectativa de que no balanço final, o "deve" não seja mais uma vez, superior ao "haver", como tem acontecido nas reuniões anteriores, continuando a contrariar os defensores dessa organização, a NATO, que nos dias de hoje e ao contrário do seu designio inicial, não passa de uma organização fomentadora da guerra. Os portugueses, cujo império há muito se esfumou, já não tem armas nem armada, por isso passam muito bem, sem eventos ou visitas destas, que para além de nos custarem um balúrdio, que não temos, ainda arrastam com elas, a fama e o proveito de serem potencialmente geradores de uma violência destruidora, com consequências gravíssimas em termos materiais e até humanos, sem que se vislumbre algum aspecto mais positivo dessas reuniões, super protegidas, por serem um foco de violência anunciada, cujas principais figuras, de líderes já tem muito pouco, porque desgraçadamente, já nem os seus próprios países conseguem liderar. .
Carlos Santomor
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