J.Sócrates está a ficar sem Fundo
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FracoBom 
Domingo, 19 Dezembro 2010 12:59
a_minha_tribuna_180Os portugueses sentem-se cada vez mais desesperados, perante o desnorte que campeia no "palácio" do poder reinante, cujos cérebros esgotados, não param de inventar medidas penalizadoras, que só servem para agudizar as situações de miséria, que crescem como cogumelos, por esse país acima.

O governo de J.Sócrates, já só encontra soluções, no impôr apenas a quem trabalha, o onús do "paga a crise", continuando a beneficiar descaradamente sempre os mesmos, aqueles que nunca souberam fazer outra coisa, que não fosse explorar, quem dá tudo o que tem todos os dias.

Só mesmo o senhor "engenheiro" é que acredita, que o tal "fundo para os despedimentos" inventado para tapar o sol a Bruxelas, serve de garantia seja lá para o que fôr.

Conhecendo como conhecemos o tecido empresarial português, quem vai contribuir para esse fundo, vão ser exclusivamente os trabalhadores, porque esta foi mais uma forma que o governo encontrou, pela batuta do "subdotado" Valter Lemos, o patrão do desemprego português, para reduzir os custos às empresas.

Aliás, é o próprio Valter Lemos, que o deixa bem claro em entrevista ao Público, onde diz preto no branco, que a contribuição para essa nova fonte de rendimento das empresas, pode saír do salário dos trabalhadores, se o empregador decidir propor ao novo empregado, um valor salarial inferior, no momento de contratar.

Por isso e salvo raríssimas excepções, ninguém está a ver o "seu Zé" da fábrica, uma pequena empresa com algumas dezenas de trabalhadores a voluntariar-se, para pagar religiosamente dos resultados da sua tesouraria, o valor devido ao fundo, quando já deve à segurança social e às finanças.

E isto a falar só dos pequenos, porque nos grandes ainda é pior, não há fundo que lhes resista, quando são geridas por administrações de má qualidade.

Nem J.Sócrates ou Valter Lemos o iluminado da idéia, com a sindicalista agora ministra, de permeio, acreditam nisso. Aliás eles sabem melhor do que ninguém, que quem vai alombar com mais esse encargo, é o Zé que já trabalha quase gratis e o tal fundo, só vai servir para reforçar, os benefícios dos accionistas.

Este fundo é uma burla e mais uma vez, com a assinatura do "engenheiro" e companhia. Com esta medida, o governo obriga os trabalhadores a financiarem a tesouraria das empresas enquanto operam, porque todos sabemos,  que na hora de fechar a porta e colocar o pessoal na rua, os valores que deveriam existir no tal fundo,  pura e simplesmente desapareceram, já foram investidos em Ferraris ou transferidos para uma offshore da administração ou de algum dos seus fiéis representantes.  

Será que já se esqueceram dos milhentos de exemplos que temos por esse país, em que os milhões dos fundos salvadores, injectados num bom número de empresas, se evaporam, o patrão desaparece, as máquinas são mudadas e os trabalhadores ficam  a arder com o que lhes é devido?
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Definitivamnte, J.Sócrates está a atingir o limite, o senhor "engenheiro" está a ficar sem fundo.

Carlos Santos
Vigilante
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