| Imparável o crescimento da criminalidade |
Nos primeiros cinco meses deste ano e segundo dados fornecidos pelas forças de segurança, ao Gabinete Coordenador de Segurança, os assaltos em alguns sectores de actividade, apontam para um crescimento de dois dígitos percentuais.Mas diz a notícia, que o que preocupa as autoridades, não é tanto esse crescimento, mas sim os métodos engenhosos e violentos, utilizados cada vez mais, pelos cátedras desses assaltos, protegidos pela manobra dos números, afim de não aumentar o alarmismo. Mas senhores... a realidade que nos bate diáriamente à porta, é de extrema preocupação e não vale a pena tapar o sol com uma peneira, porque nos tempos que correm, não há ser vivo em portugal, que se possa sentir em segurança, salvo as excepções, como sucede por exemplo com os políticos no poder, que não tem a noção da realidade, porque estão sempre muito bem protegidos, não lhes faltando polícia à porta ou por companhia, no passeio pelo jardim. Seria interessante, vermos um dia destes um ministro ou personalidade de elevado estatuto político ou social, surpreendido pelo cano curto de uma caçadeira, apontado à cabeça, no momento em que estivesse tanquilamente sentado à mesa da Casa de Pasto, a saborear a sopinha do almoço, para lhe roubarem os últimos cinco euros, que lhe restavam para pagar a despesa. Num momento super complicado da economia nacional, com os exemplos que nos chegam lá de fora, de países que pareciam ser baluartes de segurança, com situações activadas por rastilhos que continuam a não ser lidos correctamente, a coisa só pode preocupar o cidadão da rua e o povo deste país. Sobretudo quando é público que as polícias, tem cada vez menos dinheiro para o gazoleo, para os meios, já para não falar que a cada novo dia, as suas condições de trabalho são cada vez mais degradantes e nem sequer levantamos a lebre do reforço dos efectivos, porque esse... é um conto quimérico, que vai sendo cantado pelo poder, apenas para apaziguar as almas. E já agora porque não falar dos bastardos da segurança? Dos profissionais de segurança privada, dos seguranças, dos vigilantes, dos guardas, dos gajos da ronda ou da portaria, daqueles que desconhecem o que são condições e meios de defesa e de trabalho, mas que estão lá todos os dias e todas as noítes, a toda a hora, faça chuva ou faça sol, sem custos para o herário público, mas que são completamente ignorados pelos "Pompons" da política e do poder, alminhas incapazes de ver para lá da sua própria órbita e perceber, o quão úteis poderiam ser estes profissionais, se fossem integrados num plano estratégico de segurança nacional, depois de criadas as condições para que tal sucedesse. Mas não... a visão dos nossos inteligentes representantes no poder, não chega a tanto e nem sequer lá chega... porque nunca tiveram em mente uma estratégia global de segurança para este país, porque ainda não perceberam que poderiam ter mais uma importante força, verdadeiramente complementar das forças de segurança pública, sem custar um chavo a mais ao Estado e que contribuiria muito seriamente para atenuar, se não mesmo para ajudar a reduzir, o imparável crescimento da criminalidade neste país, que era tão tranquilo à beira mar plantado, antes do acordo de Schengen nos ser imposto. C. Santos Vigilante
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