| A Criminalidade em Alta |
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| Sábado, 08 Dezembro 2007 17:54 | |
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Hoje arriscamo-nos a levar com um Porche logo à saÃda de casa pela manhã, ficamos preocupados ao ler as gordas do primeiro jornal que encontramos e cada vez mais surpreendidos e assustados, ao percorremos as notÃcias da última noite, que são sempre diferentes e cada vez mais violentas. Depois vem os roda-pés e as caixas da página, onde há quase sempre um responsável policial, um secretário do estado ou até mesmo um ministro, apontado como especialista, a garantir-nos que a criminalidade está estável, está controlada e os últimos acontecimentos das já famosas noites do Porto e de Lisboa, por exemplo, são actos isolados, que não podem ser tidos em conta, como se da regra se tratasse. O Povo que normalmente só serve e tem voto na matéria, quando se trata de engolir as patranhas que lhe metem pelos olhos dentro, afim de o convencer a deslocar-se até à Escola ou Junta de Freguesia, com o objectivo de validar milhares de tachos por mais uns anos, vê-se agora na contigência de ser continuadamente agredido, insultado, ferido e assassinado, sem ter a minima possibilidade de exigir os direitos de cidadania, que lhe são devidos, num paÃs que se diz democratico e tudo porque votaram, em quem já nem sequer os escuta. Este povo vive preocupado, assustado e até mesmo aterrorizado em alguns locais deste PaÃs, porque as Armas, as Pistolas, os Porches e até as bombas, já campeiam por aà à solta, com uma naturalidade intolerável, perante a placidez dos responsáveis governamentais, que em vez de pensarem em corrigir, o que de mau já existia, se preocupam mais em desfazer, o pouco da segurança que ainda havia. A PolÃcia na rua é cada vez menos vista, os que se veem andam cada vez mais demotivados, aqueles que ainda tentam cumprir com o seu dever, confrontam-se com meios sempre mais limitados, as leis que os deveriam credenciar e proteger em termos de autoridade, são cada vez mais permissivas, colocando-os em risco ao actuar, sujeitando-os ao desrespeito e incapacidade na acção, à humilhação de terem de ser eles, a enfrentar um juiz na manhã seguinte.
A PSP a GNR ou a
PJ, enfrenta hoje um dilema, sobretudo depois da saÃda do mais recente
Código do Processo Penal, cuja interpretação que ainda não é clara para
o poder jurÃdico, quando aplicado à letra, pode sujeitar os actos
destes profissionais, a consequências imprevisÃveis. Não admira que na segurança privada nos sintamos cada vez mais inseguros e desmotivados, mais perdidos e desanimados, porque perante o panorama que se nos depara, no que à autoridades policiais diz respeito, não é inoportuno perguntar, o que será que o futuro nos reserva, que profissionais seremos nós, quando amanhã formos surpreendidos com algum novo decreto lei, que nos obrigará ao cumprimento de trabalhos forçados, para podermos sustentar as nossas famÃlias, sem direito a defesa e protecção, que nos permita cumprir a nossa missão. ZédoNorte/portaria.vigilante Share
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